Memória

Numa segunda-feira como hoje, mais ou menos a esta mesma hora, com a diferença de que já estávamos em Abril, eu chegada na Estação rodoviária da Plaza de Armas, em Sevilla, para a Semana Santa de lá. Meu interesse particular era pela noite de quinta para sexta, a chamada La madrugá. Ponto alto, segundo os próprios sevilhanos, dos festejos da Páscoa.

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Um sonho se realizava e se tornava realidade. Realidade que jamais será esquecida. Uma experiência que, como eu mesmo disse logo que de lá voltei para Coimbra, não cabia em palavras. Ainda não encontro as palavras suficientes e capazes de expressar o que foram aqueles cinco dias naquela cidade de um esplendor ímpar. Habitada por uma agente alegre e calorosamente receptiva. Abaixo, a lista das confrarias que passam pelas ruas, avenidas becos e ruelas da cidade que parece não se cansar de bem tratar a quem a ela chega e a quem nela fica por uns tempos… Uma maravilha…

EL CAUTIVO P. S. PABLO Parroquia de San Ignacio

EL BESO DE JUDAS Igl. de Santiago

SANTA GENOVEVA Parr. de Santa Genoveva

SANTA MARTA Parr. de San Andrés

SAN GONZALO Parr. San Gonzalo

VERA-CRUZ Igl. Dulce N. de Jesús

LAS PENAS DE SAN VICENTE Parr. San Vicente

LAS AGUAS Cap. Rosario (Dos de Mayo)

EL MUSEO

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Uma saudade imensa e a sensação de que um dia, quem sabe, poderei voltar e desfrutar de outros cinco dias mais que abençoados…

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Sem palavras

Lendo a mensagem enviada por uma prima, fiquei boquiaberto com a situação. Em certa medida, guardadas as devidas proporções, já passei por situações similares. Não sou rico, não viajo a toda hora para a Europa e/ou Estados Unidos e/ou Dubai e/ou para um desses destinos considerados “chiques”, “descolados”, “na moda”, da hora”. Essas coisas que a gentinha rastaquera com tendência a analfabetismo funcional considera “in”… Mas o fato persiste…
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Relato do Prof.Dr. Décio Tadeu Orlandi, bacharel em Letras pela USP e mestre em Literatura pela UFG:
“Há alguns anos, entrei numa estação de metrô em Estocolmo, a tão civilizada capital da tão primeiro-mundista Suécia, e notei que havia, entre muitas catracas normais e comuns, uma de passagem grátis livre. Questionei à vendedora de bilhetes o porquê daquela catraca permanentemente liberada, sem nenhum segurança por perto.
Ela me explicou que aquela era destinada às pessoas que, por qualquer motivo, não tivessem dinheiro para o bilhete da passagem.
Minha mente incrédula e cheia de jeitinhos brasileiros não conteve a pergunta óbvia (para nós!…):
“- E se a pessoa tiver o dinheiro mas simplesmente quiser burlar a lei?”
Aqueles olhos suecos e de límpidos azuis se espremeram num sorriso de pureza constrangedora:
“- Mas por que ela faria isso???”, me perguntou.
Não lhe respondi… Comprei o bilhete, passei pela catraca e, atrás de mim, uma multidão que também havia pago por seus bilhetes…
A catraca livre continuava vazia, tão vazia quanto minha alma brasileira – e muito envergonhada…”
 
 
 
 O grande diferencial é que a honestidade está enraizada na cultura dos escandinavos, assim como na de muitos outros povos europeus.
Na cabeça da atendente sueca, deixar de pagar a passagem tendo dinheiro no bolso é algo tão descabido, que ela realmente não compreendeu a preocupação do estrangeiro:
“- Mas por que alguém faria isto?”
Na verdade, a ideia de que alguém poderia faze-lo, simplesmente por ser um filho da puta, é inconcebível no seu arquivo de conceitos!
Ela nasceu e foi criada lá, e seus valores do que é certo ou errado são muito distintos dos nossos.
Como ela poderia compreender, por exemplo, que no Brasil, um deputado (nababescamente pago para defender os direitos dos cidadãos) quando é pego roubando dinheiro do estado, se  sua pena for cumprir “prisão albergue” por alguns anos, ele passará a dormir na cadeia, mas continuará na função pública durante o dia, e ainda ganhando o gordo salário!
Para mudar este quadro social deprimente no qual vivemos seriam necessárias décadas de boa educação a todas as classes sociais.
Mas se há algo que nossos governantes não querem, é tornar maioria da população (que enche as urnas),mais educada, culta, e politizada.
Uma população de ignorantes, é mais facilmente manipulável!
Daí a razão da vergonhosa “aprovação automática” em nossas escolas, verdadeiras fábricas de analfabetos funcionais!
 
GUILHERME ZACURA FILHO
O DEPOIMENTO SINCERO DO PROF. DÉCIO TADEU ORLANDI FOI UMA CORTESIA DO MEU AMIGO SANDRO BUASSALI

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Diário coimbrão 41

Tenho a impressão de que, pela primeira vez na vida, cheguei perto de experimentar o que é a agorafobia. Sabe-se lá o que é se sentir absolutamente preso no meio de gente absolutamente desconhecida, falando uma língua conhecida, mas com um sotaque muito particular que faz com que as vezes mais pareçam estalidos estranhos. O pior: estar o meio disso sem a menor chance de se movimentar, de se sentar ou de qualquer outra coisa… Foi isso o que se passou comigo na noite de ontem (quinta) para hoje (sexta – já no fim aqui em Sevilha), durante a “Madrugá”. É assim que os “andaluces” chamam a noite de quinta para sexta da semana santa. El jueves santos! À parte isso, o espetáculo foi de encher os olhos, o coração, o espírito e os ouvidos. Houve até início de tumulto, bem `europeia, em tempos de globalização em que um grito e algumas pessoas correndo provocam imediata reação na multidão (rima pobre…!). Não passou de uma brincadeira de mau gosto. As marchas, variando entre as brilhantes e luminosas e as fúnebres e mais pesadas. Dependendo da confraria e do “quadro” que ela apresenta. Parece até escola de samba: tem enredo: a representação de mistérios da paixão de Cristo e as imagens das denominações de Nossa Senhora; tem samba-enredo, que na verdade, são as marchas – com exceção de duas (do grupo que vi) “Silencio” e “El gran poder“. Os passistas formam dois grupos: nazarenos (com chapéus pontudos) e os penitentes (com chapéus sem ponta), a bateria é a banda e os carros alegórico são dois: os “passos”: “Cristo”, com uma cena bíblica ligada à paixão de Cristo e “Pálio”, em que vem a virgem. As alegorias são as bandeiras, os galhardetes, as velas, as cruzes e as placas de cada agremiação dentro da confraria. O carro abre alas é chamado “Cruz de guia“, em bom sotaque andaluz! Na verdade, sem os “costaleros” não havia o espetáculo. Eles são aqueles  (o número varia entre 40 a 80) homens que não aparecem e que sustentam, nas costas – na verdade é mais na cabeça – as pesadas alegorias armadas em plataformas de madeira e muito, mas muito enfeitadas. Quem tiver curiosidade, consulte o Dr. Google e use a expressão “semana santa+sevilla”. Pronto, Miríades de videoclipes vão ser listados. Coloco aqui algumas fotos que fiz. Nelas aparecem mulheres de preto vestidas como sevillanas en la pasión. O traje típico da quinta-feira santa, é variação de uma roupa mais elegante e social que os locais usam na tarde/noite de quinta-feira e, muitas vezes, durante a madrugá. É tradição, é cultura, é educação. Tirei uma foto com três delas: lindas mulheres sevilhanas! Coloco também alguns instantâneos da cidade na tarde do jueves santo!

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Marcante e, por isso mesmo, mais que interessante notar que, durante a passagem de algumas agremiações – notadamente Silencio e El gran poder – o silêncio da plateia é praticamente absoluto. Uma coisa impressionante. Dizem que, não faz muito tempo, as luzes da cidade eram apagadas durante a passagem destas agremiações. Em Salamanca, na sexta-feira da paixão ainda se conserva esta tradução. Aqui em Sevilha, cidade mais festiva, porque larga, iluminada, larga e aberta, as luzes predominam.

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De todas as confrarias La Macarena é a mais popular, a mais querida, a mais esfuziante, a mais arrebatadora. Parece com Nossa Senhora Aparecida no Brasil.

Diário Coimbrão 40

Sub título: Semana Santa à Espanhola

Esta postagem começa com quatro versos:

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

São versos de Drummond. Servem para dar o tem de minha postagem. A passagem por Faro, uma cidade bem ao sul de Portugal, no Algarve. Na rodoviária de lá, há um cartaz que diz que Deus, depois de criar o paraíso e Adão, só podia criar Eva, para fazer o homem caminhar por todo o paraíso. Detalhe: EVA é o nome da companhia de transportes da região, inclusive, com rotas internacionais. A região é de fato linda. As fotos mostram um pouco. A catedral tem seus encantos, a marina e, até, o ninho de pelicano no alto de um poste bem no centro de uma praça diante da marina. Um encanto, Enquanto esperava pelo ônibus da ALSA  a empresa que me traria até Sevilha, caminhei bastante. Foi uma pedra interessante de se topar. As fotos falam por si.

A marina AO lado das muralhas Capela de ossos Capela gótica D. Afonso III Iemanjá Inscrição João de Deus Margaridas lilases Muralhas ao mar N. Sra. do Rosário 2 N. Sra. do Rosário 3 N. Sra. do Rosário1 O arco da vila O ninho do pelicano Obelisco S. Miguel S. Tomás de Aquino Santíssimo 1 Santíssimo 2 São Brás Uma ruela da vila Vista da torre à direita Vista da torre à esquerda

Mais duas: “estou nas tintas” (= caguei e andei) e “fazemos seu armário sua cama e seu roupeiro “por” (= sob) medida!

pelas vielas da “vila”

Diário coimbrão 40

Pois é… Éramos poucos naquela tarde e domingo, esperando a composição do metrô passar. Cada vez mais turistas usam os transportes públicos. Cada vez mais gente, cada vez mais confusão, cada vez mais… Cada vez mais feliz fiquei eu em Lisboa, cidade que me encanta. desta feita, breve retorno a Cascais. Conhecer Alcochete e Montijo, atravessando o Tejo. Descobrir detalhes interessantes em Caldas da Rainha e em Óbidos.

O congresso foi o que eu esperava que fosse. Não bastasse o conferencista da abertura “reetir” que a repetição é o que te tirado o interesse dos estudos de Literatura Portuguesa e, naquela ocasião, da Revista Orpheu… a gelada recepção da plateia na sessão de que participei e a falta de tato do coordenador da mesa foram determinantes para uma constatação (ainda que já conhecida): não dá mais. Estavam lá as figurinhas carimbadas, lá estavam também os “papagaios de pirata”. E havia novidade: queles que “performatizam” a leitura de trechos de poemas, como se isso fosse aumentar a dose de seriedade de sua “investigação”. Patético. Enquanto isso, a cidade continuava colorindo-se com o azul e o verde e o arco-íris vegetal que a Primavera começou a trazer uma vez mais ao solo do planeta… tão desolado, tão desrespeitado, tão negligenciado…

Houve surpresas, é claro: o reencontro com Eunice. Ser reconhecido por antigo membro de banca de concurso e não ser aborddo em Inglês ou Alemão pelo comércio do Freeort, um conuunto de lojas “pontas de estoque” que, de ontas, não tinha nada. Os preços nas alturas. deve ser efeito da crise que assola o país e parte da Europa, pra não dizer do mundo. Surpresa financeira também: um restaurante que reputava como bom e barato, simplesmente dobrou seus preços, assim… Até parece o Brasil que se mede o “valor” e a “qualidade” de qualquer coisa pelo preço. “Se é caro, é bom”. Santa ignorância…

O pelicano e o camaroeiro (espécie de rede para pegar camarão) são os símbolos da rainha Dona Leonor (ou Lianor, como no Trovadorismo e sua época). Rainha caridosa, intelectualizada e ativa. Foi na capela de um hospital por ela mandado construir (se não me engano) que foi representada pela primeira vez o Auto de São Martinho de Gil Vicente. Pisei no mesmo piso em que isto aconteceu. Isn’t it something? No piso da rua de pedestres, em Caldas da Rainha, os símbolos da rainha. estilizados, mas lá, presentes. No mesmo espaço em que se podem ver esculturas em cerâmica e em chocolate ou massa comestível (pastelaria) com símbolos fálicos. Uma delícia. Em Óbidos, a exposição sobre a Semana Santa, espetáculo que deve encher os olhos e o coração quando vivenciado de corpo presente. E, acima de tudo, a grande revelação lisboeta da temporada (só pra mim, claro…): o museu do azulejo. Uma COISA! Depois de circular por uma Lisboa absolutamente desconhecida para os “turistas” de plantão (aqueles que saem do navio e vão direto para o El corte inglés. Como se isso fosse sinal de status.

Dessa vez, a correria (chegada de Lisboa e partida para Sevilha) associou-se à minha proverbial preguiça. As fotos estão aí À disposição de quem quiser gastar empo vendo-as. A imaginação de cada um vai ser o guia!

A cúpula Admirando azulejos Altar lateral 1 Altar lateral 2 Altar Mor Altar visto do coro Detalhe escultura 1 Detalhe escultura 2 Entre azulejos Escultura 1 Escultura 2 Imaculada Inscrição Jardim interno do museu Lisboa panorâmica 1 Lisboa panorâmica 2 Lisboa panorâmica 3 Madre de Deus Materiais e técnicas 1 Materiais e técnicas 2 O claustro O fundo da capel O teto Presépio Retábulo 1 Retábulo 2 Retábulo... de ouro! Sala do capítulo Santo António

Doces 1 Nome de rua O início de tudo N.Sra do Carmo N.Sra do Carmo 1 Doces 2 Cmões no Gordão Cerâmica erótica A primeira casa

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Em Matosinhos, finalmente. Lugar simpático, à beira mar. Ligado urbanisticamente à cidade do Porto, mas longe do “centro” da cidade. Essa expressão não faz muito sentido por aqui. A não ser que se tome como critério de centralidade o que a História aponta como sendo a região inicial da cidade. Mas é simpático. Como em todo o território lusitano – até onde eu pude ir até hoje – o povo é acolhedor. Aqui, o calor humano é enriquecido pelas gaivotas que circundam o céu azul. Hoje estava um dia mais que lindo. A viagem de Coimbra até aqui durou pouco mais de uma hora, no autocarro. Estradas bem cuidadas, em alguns trechos com quatro pistas. Os mais cafonas diriam que é “coisa de primeiro mundo”. Valeu a pena chegar aqui. A curta temporada até domingo parece que vai ser legal.

ArcoCasa localMercado

Do nada, numa ruazinha simpática – cheguei a anotar o nome, no café, onde comi um doce chamado “bola de Berlim” – mas perdi o papel. A ruazinha me levou até o mercado e um arco interessante. Mas valeu por passar por uma portinha onde vi uma senhora passando roupa. Dizia o cartaz que ela fazia consertos em roupas. Entrei. Dona Fernanda, ela se chama. Perguntei se trocava o zíper de minha jaqueta que estava “enguiçado”. Ela olhou, respondeu à minha puxada de conversa e, enquanto isso, ia tirando os fios de linha que sobravam. Pegou um alicate, apertou, testou e… pronto! Estava consertado o zíper. Comentei com ela que, em Coimbra, queriam me cobrar até 35 € para trocar o zíper. O blusão custou 26 €!!! Ela sorriu e não me cobrou nada! Dona Fernanda. Vou rezar por ela hoje…

Diário coimbrão 17

Pode haver algo mais melancólico que andar por uma cidade ainda molhada, com céu cinza, algumas pessoas vagando aqui e ali, subindo ladeiras medievais ao som de um fado que mais parece uma balada romântica, daquelas que fazem chorar? Pois é… Depois de dois dias de chuvas intermitentes, de vento, e uma pequena queda na temperatura (aqui, já se sabe, os termômetros sobem dois ou três graus… é chuva!). No inverno, é batata. Salve Nelson Rodrigues.

Subindo a ladeira monumetal

A camponesa no meio do caminho da Sé velha é minha velha conhecida. Em 1998, quando cá estive por primeira vez, foi bem atrás dela que comi um peixe com batatas ao murro que só encontraria igual em Lisboa. Num restaurante que não mais está na Avenida Liberdade. Subindo esta ladeira, chega-se à Sé Velha. Um prédio localizado bem no meio da cidade monumental, medieval, lavada pelas chuvas invernais, o que faz com a temperatura do claustro fosse quase a “original” e a aparência amarelada de suas paredes deixasse escorrer todas as fantasmagorias que aquelas paredes ancestrais já presenciaram. Como no adagiário popular, se aquelas paredes falassem… Séculos incrustados no mofo, no cimento, na cantaria…

A entradaA fachadaA personalidade do lugarAltar do SantíssimoA camponesa e euAltar morClaustro da Sé velha 1Claustro da Sé velha 2Túmulo de D. Sesnando

A cidade monumental tem cheiro de fado. E logo depois do arco de Almedina, vê-se uma escultura interessante. Uma viola (instrumento genético do fado), transformada em mulher. Alguns versos, a placa indicando a homenagem da Comunidade de Coimbra e o som do fado ao fundo… Como eu disse, numa cidade medieval, lavada pela chuva, varrida pela brisa fria do inverno, debaixo de um céu acinzentado, pálido, quase morto – não fosse a certeza do azul acima, brilhando de sol – é o retrato da melancolia. Do tipo que faz a gente andar sem rumo, pensando, lembrando, sorvendo adocicadamente cada segundo, como se fosse água quente no chuveiro antes de se jogar nos braços de Morfeu.

EsculturaPlacaVersos 1Versos 2

Por fim, uma correção. Faz dias coloquei aqui uma postagem reclamando do funcionário da SMTUC, por conta de não me deixar saltar no meio da subida do elevador para visitar a Torre do Anto. Eu estava enganado. Aquela não era “a” torre. Hoje visite-a. Por fora, bem entendido. Está fechada para restauração e instalação do Museu da viola do fado. Mas fui lá. Desfeito o equívoco, ficou a experiência de passar a mão pelas paredes de um lugar em que viveram os dois “amigos”, António Nobre e Alberto de Oliveira. Repito as aspas que já vi alhures, quando de referência aos dois. Mera repetição. Um lugar mágico… para mim. A vista é deslumbrante, claro, imaginando o cenário sem o casario “muderno” e a geringonça a que dão o nome de Forum Coimbra, um centro de compras… para ser nacionalista e não deixar de ser chato…

A torre do AntoSobre a Torre do AntoVista