Tag: Cinema

  • Retomada, mais uma

    A terceira semana do primeiro mês de 2019 está a se acabar. Uma semana inócua, em lugar de dizer inútil, para as minhas leituras. Não li uma linha sequer. Não comecei a narrativa da escritora portuguesa recentemente conhecida. Não terminei a leitura dos contos de minha querida ex-professora e orientadora de mestrado. Não consegui avançar…

  • Delírio fílmico

    Há um filme, que já vi algumas tantas vezes, que me impressiona muito: A casa dos espíritos, Bille August, 1993. Jamais li o livro, de autoria de Isabel Allende, que serviu de base para a versão cinematográfica. Pode ser que esteja perdendo muita coisa… O que me interessa é uma cena em particular. Durante um…

  • Impressões

    Há algo de inverossímil nas nuvens. As nuvens, por elas mesmas, não se movem. São movidas pelo vento. Suas formas mudam, melhor dizendo, elas formam imagens mutantes, constantemente mutantes, sem uma explicação mais plausível que a da força do vento. Punto i basta. Na inexplicabilidade da metamorfose das nuvens, poeticamente falando, encontra-se certa logica interna,…

  • Três vezes “towanda”!

    Depois e discar os cinco dígitos você é atendido por uma gravação, depois outra, outra e mais outra. Depois desse suplício, uma voz “humana” atende e “finaliza” a assinatura de um pacote de televisão para a sua casa. Todos os seus dados são gravados e você recebe um SMS confirmando tudo. Pouco tempo depois –…

  • Duas vezes inocência

    Inocência. No dicionário encontramos o seguinte: “substantivo feminino – estado, caráter daquilo que é inocente; qualidade de quem é incapaz de praticar o mal; estado daquele que não é culpado de uma determinada falta ou crime; ingenuidade excessiva; ignorância; ignorância das coisas de amor; virgindade, donzelice”. Pois há uma gama espessa de sentidos a recobrir…

  • Contradições voláteis

    Em 2005, Alejandro Almenábar lançava o seu Mar adentro. O rapaz que pula e fratura a coluna ficando tetraplégico e, depois de muitas décadas de uma sobrevivência exitosa, ainda que atroz (o que inferido da narrativa fílmica), resolve que a vida não vale mais a pena (em que pese a decantada recíproca poética do ortônimo).…

  • De ler e de ver

    Li, hoje, na edição de Março do jornal Rascunho, um comentário que me fez pensar. O sujeito, dito escritor de sucesso, afirma que o escritor tem que estar no centro da vida, dos acontecimentos, do momento, para poder, daí mesmo, retirar elementos para a sua “obra”. Ao mesmo tempo, ele afirma que para saber o…

  • Domingueira

    Não gosto mais de ver jogo de voleibol pela televisão, sobretudo se for “na globo”. Primeiro, porque os jogadores, em lugar de vibrar com os pontos que fazem, reagem como vikings raivosos em um ataque de pilhagem, em lugar de expressar alegria. Isso, mais no masculino que no feminino. Neste, a empáfia (sobretudo das jogadoras…

  • Palavras ao vento

    Vi, hoje, o filme sobre Vincent van Gogh. Tocante. Confesso que a técnica colorista que foi utilizada – nos créditos há a informação que uma centena de artistas pintou o filme manualmente – causou-me certa aflição no começo. Confesso também que houve algumas lacunas por conta do imenso sono que senti: tive que acordar às…

  • Cinema, ainda…

    Recentemente, vi dois filmes que me fizeram pensar numa série de coisas. O primeiro deles se chama Madame, dirigido por Amanda Sthers, lançado em 2017. Adicionando um pouco de tempero a um casamento decrescente, Anne (Toni Collete) e Bob (Harvey Keitel), um casal americano rico e bem conectado, se mudam para uma casa senhorial em…