Margarida

O que é que, em nome de Deus, pode vir a significar a expressão “exigir que os governos tenham paredes de vidro”? Escutei esta assertiva numa entrevista de uma moça. Já não lembro do nome dela. Não me lembro ou meu inconsciente me impede de lembrar e de verbalizar o tal nome? Pode ser que […]

Quem conta um conto…

O sorriso nos lábios, sem mostrar os dentes. O olhar umidamente luminoso. O guardinha ficou atônito, para não dizer arrogante. Parou. Encarou o sujeito. E, arrogante, quase autoritariamente, para na frente do sujeito e demanda seus documentos. Quatro outros militares cercam o sujeito ao lado de seu carro. Saltam, falando no walkie-talkie (é curiosidade geral […]

Um artigo – final

Em “Sargento Garcia”, a consciência do protagonista marca fundamentalmente a expressão de sua subjetividade e o leva a confessar, por meio do discurso interior, as sensações e efeitos provocados pela experiência. Os diálogos entre as personagens – inteligentemente camuflados no discurso duplicado do narrador/protagonista – confirma a importância da voz interna do sujeito narrador. É […]

Um artigo – terceira parte

Ao mostrar as consequências que a ausência do amor acarreta na estabilização de identidades performáticas, a obra do autor gaúcho encara os efeitos da perda de certezas que o descentramento político promovido pelos minoritários talvez pudesse vir a acarretar. Este apresenta, de fato, a trama político-discursiva em que se constituem e se enredam os sujeitos. […]

Um artigo – segunda parte

A segunda etapa… A narrativa do mito relata acontecimentos que se seguiram ao retorno do rei Agamêmnon a Argos. Após o assassinato do monarca e comandante da guerra de Tróia, Egisto e sua cúmplice, a rainha Clitemnestra, voltaram-se para Orestes, o filho caçula do rei morto, uma vez que eliminado o herdeiro legítimo do trono, […]

Um artigo – primeira parte

Anteontem, comentei sobre a pergunta que me foi feita ao final de uma conferência sobre três cartas a compor a correspondência entre Alberto de Oliveira e António Nobre. A pergunta foi, indubitavelmente, uma provocação. Uma provocação incisiva. Uma provocação incisiva e quase agressiva. AO mesmo tempo, uma provocação debochada como a querer desmoralizar os quase […]