Lusitanidades

Acabei de ler os dois últimos livros escritos por um simpático e jovem escritor português, o João Tordo, a quem tive o prazer de conhecer em Zagreb, entre 2008 e 2010, quando lá vivi. São eles: Ensina-me a voar sobre os telhados e A mulher que correu atrás do vento, respectivamente. Dele já tinha lido […]

Paradoxos

Há pessoas que se prestam a desempenhar papéis tão rasos, tão pequenos, tão rasteiros, que a gente devia deixar de lado e desdenhar, desdenhar e desdenhar. É o caso dos quatro indivíduos que assinam o “documento” abaixo. Por uma questão de polidez e respeito, retirei os nomes dos mesmos, bem como todas as referências “documentais”. […]

Palavras…

Alienado. Uma palavra simples, de sonoridade agradável. Sua prosódia não é problemática. Já houve momentos, na História da Língua Portuguesa, que seu uso foi mais politizado, no sentido mais espesso e rico deste adjetivo. Há outros momentos em que esta consistência se perdeu, em nome de outras expressões, mais condizentes com o circuito cultural da […]

Instantâneo do cotidiano

Aguardava eu, na fila do Carrefour da Pampulha, pela minha vez de passar os produtos que comprei. Esperava antes de faixa azul no chão. Nela estava escrito qualquer coisa parecida com: espere aqui e, quando possível, outro caixa será aberto para atendê-lo. Claro que isso não aconteceu enquanto eu esperava. Mas aconteceu algo que me […]

Machado, de novo

Acabei de reler Dom Casmurro e estou terminando a leitura das obras de Santa Tereza d’Ávila, cheguei à “Quinta morada” hoje. Creio não ser possível, assim, de cara, sem mais nada, estabelecer qualquer relação entre os dois textos. Um é cético, a outra, fervorosa in extremis. Nem vou tentar. Peguei agora essa mania de ler […]