Matando o tempo

untitled

ATÉ QUE ENFIM AS RESPOSTAS

Um sociólogo, formado pela UEAC, fez uma coisa que poucas pessoas imaginam ser capazes:
Responder Perguntas!
Sabe aquelas perguntas bestas que algum desocupado fez circular na Net?
Pois é, outro desocupado, ou melhor, um sociólogo, resolveu responder (ACREDITE!!!)

1) Por que laranja chama laranja e limão não chama verde?
PORQUE LARANJA VEM DO ÁRABE “NARANDJA” E LIMÃO VEM DO PERSA “LAIMUM”: SÃO DE ORIGENS DIFERENTES. ALÉM DO MAIS, A COR RECEBEU O NOME DA FRUTA E  NÃO O CONTRÁRIO.

2) Por que lojas abertas 24 horas possuem fechadura?
PORQUE ELAS FECHAM EM FERIADOS E DIAS SANTIFICADOS.

3) Por que “separado” se escreve tudo junto e “tudo junto” se escreve separado?
PORQUE “SEPARADO” É UM ADJETIVO E “TUDO JUNTO” É UM PRONOME INDEFINIDO ASSOCIADO A UM ADJETIVO.

4) Por que os kamikazes usavam capacete? (BOA!!!)
PORQUE NO CÓDIGO DE HONRA DA AERONÁUTICA, O CAPACETE FAZ PARTE DO  FARDAMENTO, QUE É A IDENTIDADE DA CORPORAÇÃO (E DANE-SE O QUE ACONTECE  DEPOIS DA DECOLAGEM…)

5) Por que se deve usar agulha esterilizada para injeção letal em um condenado a morte?
PORQUE OS CONDENADOS À MORTE ESTÃO SOB A SUPERVISÃO DA ANISTIA INTERNACIONAL, QUE CONFERE AO PRESOS CONDIÇÕES HUMANITÁRIAS MÍNIMAS (E QUEM SABE A PENA NÃO PODE SER SUSPENSA NO ÚLTIMO MINUTO, E O ÚLTIMO PRESO FOR UM AIDÉTICO?)

6) Quando inventaram o relógio, como sabiam que horas eram, para poder acertá-lo?
ELE FOI ACERTADO ÀS 12:00 HORAS, QUANDO O SOL ESTAVA EM PERFEITA PERPENDICULARIDADE COM A TERRA.

7) Para que serve o bolso em um pijama? (Muito Boa)
PRA GUARDAR A DENTADURA, ESQUENTAR A MÃO ENQUANTO SE VÊ TELEVISÃO…

8) Por que os aviões não são fabricados com o mesmo material usado nas suas caixas pretas?
PORQUE A CAIXA PRETA É FEITA COM UM METAL DE ALTA DENSIDADE (MISTURA DE  FERRO, MOLIBDÊNIO, SÍLICA E TUNGSTÊNIO), E SE O AVIÃO FOSSE FEITO DESSE MATERIAL ELE NEM SAIRIA DO CHÃO, DE TÃO PESADO.

9) Por que o Pato Donald depois do banho sai com uma toalha em volta da cintura, se ele não usa short no desenho?
PARA QUE A ÁGUA DO BANHO NÃO ESCORRA PELO CHÃO, E A MARGARIDA NÃO FIQUE  ENCHENDO O SACO DELE!

10) Se o Super-Homem é tão inteligente, por que usa a cueca por fora da calça?
BEM… COISA DE VIADO, NÃO SE DISCUTE!!!

11) Por que os Flintstones comemoravam o Natal se eles viviam numa época antes de Cristo?
POR UMA QUESTÃO DE ARQUÉTIPO: QUEM CRIOU OS FLINTSTONES NASCEU DEPOIS DE CRISTO.

12) Por que aquele filme com Kevin Costner se chama “Dança com Lobos” se só aparece um único lobo durante toda estória?
OS LOBOS ANDAM EM MATILHA E DEPOIS DO FILME AQUELE LOBO ENSINOU TODOS OS OUTROS A DANÇAR…

13) Se o vinho é líquido, como pode ser seco?
SECO É A PERCEPÇÃO DO TANINO DO VINHO SOBRE A PORÇÃO MEDIANA DA LÍNGUA, QUE TANTO PODE SER SUAVE OU ADSTRINGENTE (É COMO FALAR QUE O CONHAQUE “ESQUENTA” NO FRIO).

14) Como se escreve zero em algarismos romanos?
EM ROMA NÃO SE CONHECIA O ZERO (POR ISSO AQUELE MONTE DE “PAUZINHOS”).
O ZERO FOI UMA INVENÇÃO DOS ÁRABES (ALGEBAR, ÁLGEBRA) QUE FOI TRAZIDA AO OCIDENTE PELOS MESMOS ROMANOS.

15) Por que as pessoas apertam o controle remoto com mais força, quando a pilha está fraca?
PORQUE O MAU DESEMPENHO DO CONTROLE PODE SER CAUSADO POR UM MAU CONTATO NAS TECLAS, E É UM REFLEXO CONDICIONADO, COMO ACELERAR MAIS QUE O NECESSÁRIO QUANDO SE ULTRAPASSA UMA CARRETA.

16) O instituto que emite os certificados de qualidade ISO 9000 tem qualidade certificada por quem?
PELO “BUREAU VERITAS QUALITY INTERNACIONAL”, QUE TEM NO SEU CONSELHO REPRESENTANTES DE VÁRIAS ENTIDADES QUE ATUAM NA ÁREA DE CERTIFICAÇÃO, É UM MECANISMO REVERSO.

untitledl

Anúncios

Diário coimbrão 39

Subtítulo: curiosidades

Faz pouco tempo que comecei a seguir um blogueiro português (http://themorningwalk.com/). É do WordPress, não sei se é mesmo necessário colocar essa palavra antes. Comecei a segui-lo porque recebi mensagem de que o autor (Tiago Correia) entrou em meu blogue e marcou lá que tinha gostado. Respondi agradecendo e, desde então, comecei a receber informação de cada entrada dele. Frequento, na medida do possível. Tento comentar sempre (coisa que muita gente não faz…). Tenho gostado. Por conta disso, reproduzo aqui o que ele escreveu no dia 21 de Março, anteontem:

“Acordei. Tomo o pequeno almoço. Aula de body pump. Almoço. Café, redes sociais e artigo no blog. Duas horas a fazer o mesmo. Um filme. Jantar. Um bocado de conversa com um cigarro. Mais um episódio de Breaking Bad. Está a ser difícil. Amanhã o mesmo. Depois o mesmo. Gosto de férias. Mas estas não consigo gozar. Muitas mudanças, muitas incertezas. Dúvidas e lamentos. E regresso ao mesmo. Espero. E espero outra vez. Brevemente vai mudar. Nessa altura vou suspirar pelo passado.”

Fiz meu comentário, é claro, dizendo que, mesmo nas férias, as pessoas costumam repetir rotinas. Não as mesmas do “dia a dia”, mas aquelas que se fazem necessárias no período das férias. Disse eu que, acredito, o ser humano é um animal movido a rotinas… Bem… Falando sobre isso em resposta a uma mensagem que recebi, dei de cara com outra mensagem que me remeteu a um assunto inusitado: o conto do vigário. Pasmem… Parece que o autor da “história” é o Fernando Pessoa. Consultei o “Dr. Google” e ele me levou ao texto que reproduzo abaixo, na íntegra. Acredite… se quiser! O sítio de onde reproduzo o texto fica no seguinte endereço: http://armacaodepera.blogspot.pt/2011/09/origem-do-conto-do-vigario-por-fernando.html.

A ORIGEM DO CONTO DO VIGÁRIO, por FERNANDO PESSOA, o próprio.

Publicado pela primeira vez no diário Sol, Lisboa, ano I, de 30 de Outubro de 1926, com o titulo de “Um Grande Português”. Foi publicado depois n’O “Noticias” Ilustrado (edição semanal do Diário de Noticias), Lisboa, ano II, série II, nº 62, de 18 de Agosto de 1929, com o titulo de “A Origem do Conto do Vigário”.


Vivia, há já bastantes anos, algures num concelho do Ribatejo, um pequeno lavrador e negociante de gado chamado Manuel Peres Vigário.
Chegou uma vez ao pé dele um fabricante de notas falsas e disse-lhe:” Sr. Vigário, ainda tenho aqui uma notazinhas falsas de cem mil reis que me falta passar. O senhor quer? Largo-lhas por vinte mil reis cada uma”.
“Deixe ver”, disse o Vigário; e depois reparando logo que eram imperfeitíssimas, rejeitou-as. “Para que quero eu isso?”, disse; “isso nem a cegos se passa”.
O outro, porém, insistiu; Vigário, regateando, cedeu um pouco.
Por fim fez-se negocio de vinte notas, a dez mil réis cada uma.
Sucedeu que dali a dias tinha o Vigário que pagar a dois irmãos, negociantes de gado como ele, o saldo de uma conta, no valor certo de um conto [milhão] de réis. No primeiro dia da feira, em que se deveria efectuar o pagamento, estavam os dois irmãos jantando numa taberna obscura da localidade, quando surgiu à porta, cambaleando de bêbado, o Manuel Peres Vigário. Sentou-se à mesa deles e pediu vinho. Daí a um tempo, depois de alguma conversa, pouco inteligível da sua parte, lembrou que tinha um pagamento a fazer-lhes. E, puxando da carteira, perguntou se se importavam de receber tudo em notas de cinquenta mil reis. Os irmãos disseram que não se importavam; mas, como nesse momento a carteira se entreabrisse, o mais vigilante dos dois chamou, com um olhar rápido, a atenção do irmão para as notas, que se via que eram de cem mil réis. Houve então uma troca de olhares entre os dois irmãos.



O Manuel Peres contou tremulamente vinte notas, que entregou. Um dos irmãos guardou-as logo, tendo-as visto contar, nem perdeu tempo em olhar para elas. O Vigário continuou a conversar, e, várias vezes, pediu e bebeu mais vinho. Depois, por natural efeito da bebedeira progressiva, disse que queria um recibo. Não era costume mas nenhum dos irmãos fez questão.
O Manuel Peres disse que queria ditar o recibo, para as coisas ficarem todas certas.
Os outros anuíram a este capricho de bêbado. Então o Manuel Peres ditou como em tal dia, a tais horas, na taberna de fulano, “estando nós a jantar” ( e por ali fora com toda a prolixidade estúpida de bêbado), tinham eles recebido de Manuel Peres Vigário, do lugar de qualquer coisa, a quantia de um conto de réis, em notas de cinquenta mil réis.
O recibo foi datado, selado e assinado. O Vigário meteu-o na carteira, demorou-se mais um pouco, bebeu ainda mais vinho, e por fim foi-se embora.
Quando, no dia seguinte, houve oportunidade de se trocar a primeira nota de cem mil réis, o individuo que ia a recebê-la, rejeitou-a logo por falsíssima. Rejeitou do mesmo modo a segunda e a terceira. E os dois irmãos, olhando então bem para as notas, verificaram que nem a cegos se poderiam passar.
Queixaram-se à policia, e foi chamado o Manuel Peres, que, ouvindo atónito o caso, ergueu as mãos ao céu em graças da bebedeira que o havia colhido providencialmente no dia do pagamento e o havia feito exigir um recibo estúpido.
Lá o dizia o recibo:” um conto de réis “em notas de cinquenta mil réis””. Se os dois irmãos tinham notas de cem, não era dele, Vigário, que as tinha recebido. Ele lembrava-se bem, apesar de bêbado, de ter pago vinte notas, e os irmãos não eram (dizia o Manuel Peres) homens que lhe fossem aceitar notas de cem por notas de cinquenta, porque eram homens honrados e de bom nome em todo o concelho.
E, como era de justiça, o Manuel Peres Vigário foi mandado em paz.
O caso, porém, não podia ficar secreto. Por um lado ou por outro, começou a contar-se, e espalhou-se. E a história do “conto de réis do Manuel Peres Vigário”, abreviado o seu titulo para “o conto do Vigário” passou a ser uma expressão corrente na língua portuguesa.
Fernando Pessoa

Diário coimbrão 38

O brasileiro detido em Timor Leste vai passar por exames para despistar o resultado de doença contagiosa. O texto da notícia era quase literalmente este. O que me chamou a atenção foi o verbo “despistar”. Usamos este verbo no sentido de tirar a atenção, confundir.  iludir, atrapalhar. Aqui ele é usado no sentido de “eliminar”. Num grande círculo semântico, não faz muita diferença, mas…

Já na pensão em que me hospedei em Évora, o aviso na casa de banho (=banheiro, reservado, wc) dizia: “Não deite pensos higiénicos ou outros objectos na sanita”. “Pensos” por papel higiênico é mais que bom.

Foi nessa terra cheia de detalhes mesmerizantes, pela beleza e pela História que guardam, que experimentei dois pratos alentejanos de encher os olhos, a barriga, o coração e a alma: bochechas e cachaço de porco. Pelo nome, pode não parecer bom, mas cada um deveria passar por esta experiência para avaliar. É de comer ajoelhado e até passa mal, como quase passei… Quem mandou eu ter o olho um pouco maior que a barriga, de vezem quando, pelo menos… Uma delícia!

Pois é… Depois de muitos dias sem aparecer por aqui, não quero deixar acumular mais tempo e perder mais detalhes pela fraqueza mnemônica que me acomete, now and than… O périplo dessa vez começou na quarta-feira, assim que pus os pés em Évora. Que cidade encantadora! Conservada em suas muralhas. As que guardam a importância de sua História e a beleza de sua existência: com a comida e o vinho alentejanos incluídos, por suposto. Na sexta-feira, sem fazer nada, passeei pela cidade de Coimbra, uma vez mais, e “descobri” o Palácio de Justiça, com seus painéis de azulejos que contam um pouco da História e, uma vez mais, homenageiam Camões, sobretudo no capítulo excelso do amor proibido de Pedro e Inês. Sim, a de Castro!

As fotos são muitas, falam por si. Vou coloca-las aqui com uma legenda. Os comentários, bem… desta vez, deixo por conta da imaginação de cada um…

Então vamos lá…

A cama verdeNa porta da pensãoVista direita da janela da pensãoVista esquerda da janela da pensãoNa janela da pensão

De cima pra baixo, da esquerda para a direita: a cama verde, eu na porta da Pensão Policarpo (recomendo, apesar de a água quente acabar muito rápido), vista da cidade desde a janela do quarto e euzinho… antes de começar a caminhada do segundo dia.

Altar or da Sé de ÉvoraAs torres da SéClaustro da Sé de Évora 1Claustro da Sé de Évora 2Cúpula da SéDiante das ruínas do temploNo claustro da SéRuínas do templo de Diana à noiteRuínas do templo de DianaRuínas do templo vistas dos LoiosSé de ÉvoraTemplo visto dos LoiosVista à direita da torre da SéVista à esquerda da torre da SéVista ao fundo da torre da SéVista desde o terraço dos LoiosVista do terraço dos Loios

As torres da Sé não são iguais e são três (se se considerar a “cúpula”, que mais se parece uma torre – claro, o estilo “gótico” assim o pedia…) A vista da cidade e linda e “Loios” é o nome pelo qual é conhecida a Pousada e o Palácio que estão no mesmo espaço das ruínas do Templo de Diana (à noite, ele fica, ao mesmo tempo, lúgubre e lindo!). Na verdade, o Palácio é o dos Duques de Cadaval.

Altar mor igreja do SalvadorCâmara Municipal e Igreja do SalvadorCapela Santo CristoIgreja de  Pobre Sr. JesusIgreja de Santo AntãoIgreja dos LoiosLateral da igreja do SalvadorN.Sra. do Rosário na igreja dos LoiosTermas 1Termas 2Termas 3Sobre a igreja do Salvador

De cima pra baixo, da esquerda para a direita: o altar mor da igreja do Salvador e os balcões da Câmara Municipal (onde se encontram as ruínas das termas romanas). Destes balcões foi anunciada a primeira República Portuguesa. O espaço é o “coração” da História e da cidade. Os altares: N.Sra. do Rosário, de Pobre Sr. Jesus e Santo Antão estão cobertos de ouro… de onde mesmo?

ArcoEntrada Colégio do Espírito SantoFaisão no Jradim do ParqueFim de tarde no GiraldoInterior da capela dos ossosPátio do Colégio do Espírito SantoPórtico da capela dos ossosPorto da RaimundoRuínas  Parque da cidadeSobre a capela dos ossosUma viela com ruínas de ÉvoraZé Dias e eu Detalhe do pórtico da capela dos ossos

Há ruínas por todo lado, como o arco bem ao lado da porta do Raimundo, uma das muitas que são parte da muralha da cidade e a do Parque da Cidade, onde vi um faisão, assim… bem à vontade… Do mesmo modo, à vontade, me senti caminhando pelas vielas antiquíssimas da cidade, mesmo quando entrei no majestoso Colégio do Espírito Santo (dos jesuítas) que hoje abriga alguns cursos da Universidade de Évora. “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”, é o que se lê no pórtico da capela dos ossos, que faz parte da Igreja de São Francisco (majestosa, em reforma). Colunas e teto recobertos de ossos para mostrar a quem entra a fugacidade da vida e o destino de toda a humanidade: o pó. Bem haja, São Francisco e sua humildade absoluta! Por fim, uma experiência que todo mundo deve fazer, comer no “Quarta feira”, restaurante de comida regional típica do Alentejo, sob a batuta do José Dias (não é o do Machado de Assis… nem de longe!). Uma revelação por preço mais que módico. O restaurante não tem ementa (=cardápio). O cozinheiro/dono, José Dias, é quem decide o que o cliente vai comer. Isso depende, única e exclusivamente do humor dele. Uma delícia! Divertidíssimo! Vou colocar mais comentários no TripAdvisor.

Cantiga sob um painelInscrição painel 1Inscrição painel 3Jardim interno Palácio de JustiçaPainel 1Painel 2Painel 3Painel camonianoPainel do Palácio de Justiça 1Painel Rainha SantaVitral Palácio de Justiça

Por fim, sem seguir ordem alguma, os instantâneos do Palácio da Justiça de Coimbra (Domus iusticiae). Uma construção portentosa, quase esquecida no trecho final da Rua da Sofia, que está entre as construções que constituem o portfólio da cidade, candidata ao título de patrimônio da Humanidade. Penso que merece. A austeridade arquitetônica propicia a plena realização de sua similar jurídica, enfeitada que é pelos painéis de azulejos com cenas Históricas, curiosidades da cidade, o capítulo  de Inês de Castro (como já referi) e cantigas medievais. Vale a visita, e muito!

E assim se foi mais uma semana. Agora faltam apenas 38 dias! E Sevilha vem aí!

Diário coimbrão 27

Subtítulo: paralelos

Por aqui é paragem; no Brasil, parada. Faz sentido. Parada é o ato, a ação de parar. Paragem é o lugar.

Aqui é autoclismo. No Brasil, descarga. Sem comentários.

No Brasil, eu saco dinheiro do caixa eletrônico. Aqui, eu levanto dinheiro do multibanco.

Rapariga, aqui. Mulher, moça, menina, no Brasil.  O folclore está cheio de piadas com esta palavra…

No Brasil, o estudante roda, toma bomba, é reprovado. Aqui, ele chumba.

Aqui é gabinete de prova. Lá, provador (de roupas..).

Autocarro para ônibus, comboio para trem, metro para metrô, bica para café, rato para mouse rebuçado para bala (de comer, não de matar…), broa de milho para pão de milho, camisola para camiseta, relvado para gramado (no futebol), redonda para bola (idem), guarda redes para goleiro (idem), golo para gol (idem), estrada para rua, hospedeira para comissária de bordo, urgências para pronto socorro e por aí vai…

Clique aqui, diz o brasileiro (que imita quase tudo dos norte-americanos…). Carrega aqui, diz o português.

Muitas diferenças, muita graça, mas muita coisa igual sem muita graça: gente com menos de vinte anos de idade sentada nas cadeiras preferenciais olhando com desdém para os velhotes (como esses velhotes andam de ônibus por aqui! Deve ser por conta da debandada da juventude. Eles ficam sozinhos, daí têm que usar o transporte público que é muito razoável!); muita gente andando sem olhar por onde anda por conta do maldito celular (ah… aqui é telemóvel). Rapazes usando aquelas calças cinco números maior, com cós bem baixo, os bolsos traseiros batendo na parte de trás do joelho, os cabelos despenteados, a barba por fazer, falando alto, fumando, em bandos e olhando para o resto da humanidade como se nada pudesse ser melhor que aquilo… Moças usando sapatos com saltos altíssimos ou botinas mais parecidas com coturnos, sem ter noção do que é ANDAR. Mais parecem potrancas no cio… batendo as patas no chão…

De quebra, algumas imagens do início do reinado de Momo em Coimbra. Só com crianças… e poucas… Imagina… Vou dar aulas na terça-feira gorda. Já imaginaram uma coisa dessas no Brasil?

Carnaval 1Carnaval 2Carnaval 3

 

O que pode uma língua

Dizem que a língua (idioma) é uma “entidade” viva. Daí se dizer que a Gramática apenas descreve seu funcionamento, mas não o determina. Além disso, a tal de língua não funciona sozinha, por si mesma, autonomamente… Ela depende do sujeito que a utiliza. Também é preciso lembrar sempre de que a língua é um código que pode/deve ser utilizado pelo tal de sujeito, para se comunicar e, assim, ela vai construindo o(s) sentido(s) do que o tal de sujeito quer se expressar/comunicar. Com isto, conclui-se que o sujeito é co-participante na construção do tal de sentido – para não dizer que é ele mesmo que determina esse mesmo sentido, em regime de co-laboração – há o contexto, as referências, os objetivos, as circunstâncias, etc. Isto posto, dizer que isso está certo e aquilo está errado é, como tudo na vida, relativo. Evidentemente, algumas circunstâncias, no universo da comunicação, têm seus protocolos e estes exigem da língua certo comportamento que deve ser operacionalizado pelo sujeito para que o sentido da comunicação não se perca. Complicado né… O texto abaixo ilustra bem essa “complicação”. Ao pensar no que eu disse aqui, de maneira superficial e generalizada, haveria, no mínimo, espaço para discussão sobre o resultado da experiência. Trata-se de uma “prova” aplicada por um “professor” e respondida por um “estudante” que, de acordo com a “correção” feita, não obteve resultado positivo. Em outras palavras, o gajo “tirou” zero na prova. Eu tenho minhas dúvidas se este resultado é “mesmo” acertado… Tudo depende de interpretação…

2

TIROU ZERO SEM RESPONDER NADA ERRADO

1. Quando Napoleão Morreu?   “Na última em que ele lutou.”

2. Onde foi assinado o Tratado de Tordesilhas?   “No final da folha.”

3. Em que estado corre o Rio São Francisco?   “Líquido.”

4. Qual a principal razão do divórcio?   “O casamento.”

5. Qual o principal motivo dos erros?   “As provas.”

6. O que nunca se come no café da manhã?   “Almoço e Janta.”

7. Com o que se parece a metade de uma maçã?   “Com a outra metade.”

8. Se você jogar uma pedra vermelha em um lago azul, como ela fica?   “Molhada.”

9. Como um homem consegue ficar 8dias sem dormir?   “Sem problemas, ele dorme à noite.”

10. Como se fazer para levantar um elefante com uma só mão?   “Você nunca encontrará um elefante que só tenha uma mão…”

11. Se você tiver 3 maçãs e 4 laranjas em uma mamão e 4maçãs e 3 laranjas na outra, o que você terá?   “Mãos enormes.”

12. Se 8 homens levam 10 horas pra construir uma parede, quanto tempo levariam 4 homens para construí-la?   “Tempo algum, a parede já foi construída.”

13. Como você faria para derrubar um ovo cru em um piso de concreto, sem quebrá-lo?   “Da maneira que quiser, pisos de concreto são muito difíceis de se quebrar.”

1

Alguém quer saber?

Mesmo sem conhecer o autor dessas pérolas, repasso… por curioso!

Dois

O vidro demora um milhão de anos para se decompor, o que significa que nunca se desgasta e pode ser reciclado um número infinito de vezes!
O ouro é o único metal que não enferruja, mesmo estando enterrado no solo por milhares de anos.
A língua é o único músculo do corpo que está ligado apenas a uma extremidade.
Se você parar de ficar com sede, você precisa beber mais água. Quando o corpo humano está desidratado, o mecanismo de sede é desligado.
A cada ano, dois milhões fumantes param de fumar ou morrem de doenças relacionadas com o tabaco.
Zero é o único número que não pode ser representado por algarismos romanos.
Pipas foram utilizadas na Guerra Civil Americana para entregar cartas e jornais.
A canção, Auld Lang Syne, é cantada a meia-noite, em quase todos os países de língua Inglesa para celebrar o novo ano. No Brasil, Portugal, França, Espanha, Grécia, Polônia e Alemanha, é uma canção de despedida. (Adeus amor eu vou partir…)
Beber água depois de comer reduz 61 por cento do ácido na boca.
O óleo de amendoim é usado para cozinhar em submarinos, porque não solta fumaça a menos que seja aquecido acima de 450F ou 232C.
O barulho que ouvimos quando colocamos uma concha junto ao nosso ouvido não é o oceano, mas sim o som do sangue correndo nas veias da orelha.
Nove em cada 10 seres vivos vivem no oceano.
A banana não pode reproduzir por si só. Ela só pode ser reproduzida pela mão do homem.
Aeroportos em altitudes mais elevadas requerem uma pista mais longa, devido à menor densidade do ar.
A Universidade do Alaska abrange quatro fusos horários.
O dente é a única parte do corpo humano que não pode se curar ou regenerar.
Na Grécia antiga, jogar uma maçã a uma mulher era uma proposta de casamento. Pega-la significava aceitação.
Warner Communications pagou 28.000 mil dólares para os direitos autorais da canção Parabéns pra Você.
As pessoas inteligentes têm mais zinco e cobre em seu cabelo.
A cauda de um cometa aponta sempre para longe do sol.
A vacina contra a gripe suína em 1976 causou mais mortes e doenças do que a doença pretendia evitar.
A cafeína aumenta o poder da aspirina e outros analgésicos, é por isso que é encontrada em alguns medicamentos.
A saudação militar é um gesto que evoluiu desde os tempos medievais, quando os cavaleiros de armadura levantavam suas máscaras para revelar sua identidade.
Se você estiver no fundo de um poço ou embaixo de uma chaminé alta e olhar para cima, você verá as estrelas, mesmo estando no meio do dia.
Quando uma pessoa morre, a audição é o último sentido a desaparecer. O primeiro sentido perdido é a visão.
Nos tempos antigos estranhos apertavam as mãos para mostrar que estavam desarmados.
Morangos são os únicos frutos cujas sementes crescem na parte exterior.
Abacates têm calorias mais altas do que qualquer outra fruta: 167 calorias para cada cem gramas.
A Lua se afasta da Terra cerca de dois centímetros por ano.
A Terra fica 100 toneladas mais pesada a cada dia devido à queda de poeira espacial.
Devido à gravidade da Terra é impossível montanhas serem mais altas do que 15 mil metros.
Mickey Mouse é conhecido como “Topolino”, na Itália ..
Soldados em formação não podem marchar quando atravessam pontes, porque poderiam criar vibração suficiente para derrubar a ponte.
Tudo pesa um por cento menos no equador.
Para cada kg adicional de carga em um voo espacial, 530 kg adicionais de combustível são necessários para decolagem.
A letra J não aparece em qualquer lugar da tabela periódica dos elementos.

Um

Notícias

Na semana que passou, Afonso Ávila morreu. A considerar certas estatísticas, muito pouca gente ficou sabendo. Mais, muito pouco gente ficou “sentida” com sua morte. Pensei logo no colega de universidade e amigo, José Arnaldo, professor de História da Arte. Ele era afilhado de casamento do poeta falecido. Ano passado, combinei com ele uma entrevista com seu padrinho, por conta dos 50 anos de publicação do livro O modernismo (edição da Perspectiva). Seria uma forma de homenagear o poeta e comemorar os quarenta anos da publicação que, por sua vez, celebrava o cinquentenário, o da Semana de arte moderna. O livro reunia textos de professores e críticos e ensaístas, todos eles convidados do Festival de inverno daquele ano. Isso vai ficar no limbo…

No final de semana que passou, morreu outro escritor mineiro: Autran Dourado. Já fazia um tempo que desejava reler alguns de seus livros. Li-os, quase todos, por volta dos anos da graduação. Valeria a pena reler. Vou fazê-lo. No entanto, espantou-me o silêncio da “mídia”. O jornal Estado de Minas publicou matéria sobre o escritor. Até agora, só isso. Mentira… Vi notícia de rodapé de vídeo no canal Globo News. Vamos aguardar a próxima edição do caderno “Pensar” do mesmo jornal mineiro. Quem sabe alguém se aventura a falar mais alguma coisa sobre este homem que é importante para a História da Literatura do Brasil.

No mesmo final de semana, morreu Hebe Camargo. A vida desta mulher se confunde com a História da televisão no/do Brasil. No domingo, o dia inteiro, a televisão só falou nisso. Ela merece, claro, mas…

Um pouco da chatice continua…