Retorno

         Faz algum tempo, numa aula sobre Eça de Queirós (ou será Queiroz?) comecei a falar sobre uma leitura comparativa que eu tinha feito entre dois textos do autor português – A cidade e as serras e “Civilização” – a partir do fato de que primeiro poderia ser  lido como um desenvolvimento do segundo. Neste sentido, […]

LET 874 – 4

Tomo de empréstimo, hoje, parte de uma postagem que encontrei na “rede” (http://professorazildafreitas.wordpress.com), que considerei interessante. Com ela, proponho que você se posicione quanto à seguinte questão:   O trecho da carta de Eça a Ramalho Ortigão e a citação de um trecho de A relíquia, é possível dizer que a ironia é instrumento utilizado […]

Gosto – final

A última condição do amor descrito por Freud requer que a mulher seja desacreditada sexualmente de alguma maneira. Pode ser uma prostituta ou simplesmente uma mulher casada e um tanto frívola. Este aparente para­doxo de uma mãe-substituta que é moralmente impecável e também ma­culada reflete a descoberta pela criança da sexualidade adulta e da cum­plicidade […]

Gosto – terceira parte

Quando José Matias recusa casar-se com Elisa depois da morte de Matos Miranda, o narrador confessa, com rara honestidade, sua confusão total e sua inabilidade de encontrar uma explicação psicologicamente válida. Em breve, porém, vence sua perplexidade e declara que o ato de José Matias é devido a um excesso de espiritualismo e ao receio […]

Gosto–segunda parte

Para expressar esta dicotomia em “José Matias”, Eça ressuscita um dos mitos capitais da literatura ocidental, de origem na poesia provençal do século XII. Essencialmente, ele escreve uma versão moderna de amor cor­tês. Todos os elementos principais que denotam o caráter especial do amor cortês aparecem neste conto escrito, aliás, na época em que preva­leciam […]