Delicadeza e prazer

Duas palavras que podem levar leitor desatento a equívoco. Desliza da atenção ou da indução inconsciente que podem ser outros instrumentos desta experiência reveladora que é o equívoco. Sobretudo quando provocado por terceiros. Parece não ser bem este o caso aqui. Não sei se o número ideal para um equívoco é dois. Pode ser três. […]

Clarice 3

Agora, a última parte: O inusitado, o inesperado, o revelador. É assim, não necessariamente nessa ordem, que as coisas acontecem nos textos de Clarice. Esta cena no trem aparece na versão cinematográfica de A hora da estrela, em adaptação mais que impecável dirigida por Susana Amaral. Macabéa toma café e observa, ingênua e timidamente, envergonhada, […]

Clarice 2

Segue a segunda parte: No universo quase mágico da escrita de Clarice, a criança tem lugar. Joana, de Perto do coração selvagem é uma delas. Personagem que guia um leitor pelos desvãos da descoberta da feminilidade numa relação com o pai que beira o insólito, muito canhestramente gravada na descrição de um banho, cena reveladora. […]

Clarice 1

Era pra ser uma performance… em nada transgressora, mas pretensiosamente impactante. Uma vez mais, as condições ínfimas e quase inexistentes da egrégia instituição cujas instalações são usadas, em Mariana, para o evento, não permitiram… Era para começar com um pequeno vídeo ao som de Edith Piaf. Depois de certo tempo de leitura, mais um pequeno vídeo […]

Ainda uma vez

Ainda não acabei de ler o livro de Martim Vasques da Cunha. Um cartapácio de 628 páginas de puro deleite para os olhos e o cérebro de qualquer leitor interessado. Ele leva o título de A poeira da glória: uma (inesperada) história da literatura brasileira. Atenção: só usei “cartapácio” por soar bem, me agrada, é uma […]

Passado

Na minha proverbial e incorrigível vibe de preguiça (ai como eu abomino essa gíria…) resolvi colocar aqui um texto que escrevi nos anos 90 do século passado. Nossa! Parece uma coisa tão antiga… Nem verificar nos arquivos do blogue pra ver se já tinha sido postado eu verifiquei. Então aí vai, para aproveitar eu falei […]

Gêmeos

Terminou ontem a série “Dois irmãos”, construída “a partir” de obra homônima de Milton Hatoum. Faz um tempo que li o livro, mas ficou na memória que eu tendia a acreditar que o pai de Nael, o principal narrador do romance, é Yakub. Na televisão, o diretor resolveu deixar no ar a possibilidade – aparentemente […]