Poema

Modorra   Se a perfeição do quadrado almeja encontrar o ponto final da curva cíclica do desejo indolente da esfera, pouco importa. Sabe ele que dos quatro passos nenhum a mais pode ser dado para negar que é impossível ser feliz sozinho. E é. Antônio Carlos sorri, entre dentes. Morde o charuto, dedilha o piano […]

Poema de estalo

Enquanto ando, as quarenta voltas em torno de casa,penso num monte de coisas. As mais variadas, numa sequência caótica que obedece, apenas, ao sabor da vontade de acabar logo com essa chatice (dizem que absolutamente saudável) que é caminhar. Hoje, neste percurso diuturno, pensei nesse poema que escrevi, sem revisão… Sou poeta de ocasião, como […]

Despedidas

Hoje faz nove dias que recebi, oficalmente, a declaração de aposentadoria, exarada pela egrégia universidade federal de outro planeta (ufop), aposentadoria esta que foi publicada na DOU onze dias antes, 3 de Maio. Eu poderia dizer coisas e loisas sobre esta “diferença de tempo. Declino desse direito, por absoluta preguiça… Tal situação demanda uma atitude […]

Poema azedo

Hoje foi domingo. Pediu cachimbo. O cachimbo era de ouro e bateu no touro. O touro era valente e bateu na gente. A gente, fraca, caiu no buraco. Buraco fundo. Acabou o mundo. Nostradamus estava certo? O verbo no passado e a pergunta sem resposta. Vi ser sempre assim. Sempre… desde quando? O sujeito abre […]

Do Seminário 1

Esta  é a primeira postagem para os matriculados no Seminário de Poesia. As postagens acontecerão sempre às terças-feiras para que, na quarta, haja a interação que vai substituir as aulas. Seguindo o roteiro previamente estabelecido, a postagem de hoje se refere a dois poemas parnasianos, antes de abordarmos dois textos “teóricos” acerca da poesia. Veja […]