Um poema, duas leituras

Carlo Drummond de Andrade escreveu um poema que, desde a primeira vez que o li – já não me lembro quando foi – causou-me impressão. Falei sobre ele inúmeras vezes quando das aulas de Literatura Brasileira e de Literatura Comparada. Sempre gostei dele. É um poema que não me faz chorar, como “Confissão de itabirano” […]

Tropelias… será?

“Adadalconex. Era assim que os colegas faziam para decorar o nome das cinco conjunções coordenativas. Aditiva, adversativa, alternativa, conclusiva e explicativa. Ficava mais fácil e o professor não desconfiava. Pelo menos, não dava mostras de assim proceder. A decoreba continuava com as subordinativas, mas, destas, a memória já perdeu registro. Ficam apenas as cinco primeiras, […]

Dois poemas de sensibilidade

Uma pequenina luz Jorge de Sena Uma pequenina luz bruxuleante não na distância brilhando no extremo da estrada aqui no meio de nós e a multidão em volta une toute petite lumière just a little light una picolla… em todas as línguas do mundo uma pequena luz bruxuleante brilhando incerta mas brilhando aqui no meio […]

Poema

Modorra   Se a perfeição do quadrado almeja encontrar o ponto final da curva cíclica do desejo indolente da esfera, pouco importa. Sabe ele que dos quatro passos nenhum a mais pode ser dado para negar que é impossível ser feliz sozinho. E é. Antônio Carlos sorri, entre dentes. Morde o charuto, dedilha o piano […]

Instante fugaz

Meu irmão dorme. Mas minha mãe não está aqui para dizer – “Psiu… Não acorde o menino.” Como em “Infância”. Meu pai não está mais aqui. Meu segundo irmão também não. Sim, sou o primogênito e meu terceiro irmão dorme. Nisso, a memória escava a saudade e sorri, complacente. Não interessa a história de Robson […]