Poema

Homenagem

Basta uma só nota faltar

e o mundo desaba.

A nota tem nome comum,

é renitente.

Repete e é repetida, renitente.

Falta ela e o mundo desaba.

Fica só a falta… o silêncio.

Chega de saudade.

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Vergonha

Então é assim. Você consegue um emprego e começa a contribuir para a seguridade social. Boa parte de seu salário é corroída por esta contribuição, sustentada pela promessa de um “ressarcimento justo” com a aposentadoria. Daí, a partir de certa idade, o sujeito que contribui a vida toda é OBRIGADO por lei a se apresentar anualmente na agência bancária em que recebe o “benefício” – a sordidez é tanta que ainda se mantém essa aberração lexicográfica e semântica a sustentar discurso canalha. A obrigatoriedade é pretensamente justificada sob a alegação que o “sistema” tem que verificar a efetiva existência do sujeito “beneficiado”. É a famigerada “prova de vida”. Ontem foi noticiada a morte de um senhor de 90 anos, debilitado e acamado por conta de uma epidemia, que teve que ser levado ao banco nos braços do filho para fazer a tal “prova”. A alegação é a de que o “gerente” do banco disse que poderia sair da agência para fazer a “prova”. Pois é. Depois que o homem morreu, o banco disse que isso não pode ter acontecido porque ninguém pode sair da agência para tal fim. O inss tenta tirar o dele da reta dizendo que disponibiliza funcionário para fazer a maldita prova em domicílio, sob requisição do usuário. O banco se negou a depositar a aposentadoria do homem que morreu porque ele não fez a prova de vida e… e… e… A minha indignação é tamanha que nem sei. Não sei como é que funciona isso em outras plagas. Aqui em pindorama é essa iniquidade, essa vergonha, essa indecência. Enquanto isso, um bando de descerebrados correm atrás de uma bola – ganhando milhões pra fazer isso – em nome de representa a nação brasileira. Outra catrefa de igualmente descerebrados vocifera e gasta mais dinheiro ainda para brindar a própria ignomínia, ignorância, deslealdade e falta de vergonha na cara. E a patuleia acredita que existe uma saída. Que vergonha, meu Deus, que vergonha eu estou sentindo…

Da leitura

Mexendo e remexendo em meus arquivos, do tempo em que ainda lecionava, encontrei um texto que fala sobre leitura. Não tenho, neste arquivo, sequer uma pista de quem seja o autor e de onde tirei o texto. Por isso, vai entre aspas. No entanto, as ideias nele contidas me parecem instigantes e quis partilhar. Se eu tiver paciência, continuarei em outra postagem. O texto tem vinte páginas…

“A atividade incontornável dos críticos, dos teóricos, ou dos historiadores literários, é a da leitura. Não obrigatoriamente a primeira, mas incontornável: “não obrigatoriamente a primeira” porque nos parece possível formular hipóteses críticas, teóricas ou históricas, sem ser necessária uma leitura prévia do corpus a considerar, pois, de início, há que considerar a ideia de que o que fica de outras aquisições é a possibilidade de deduzir hipóteses a partir de postulados gerais. Geralmente, as questões surgem antes da colheita de dados.A palavra leitura não é inócua. A sua etimologia familiariza-a com o verbo colher e com o ato posterior à colheita que é o de juntar os frutos no cesto. O verbo legere, que deu ler em português, significava por isso “reunir, juntar, colher, apanhar (flores, frutos, etc.)”, no que não deixa de se conjugar a pelo menos um dos sentidos do parente grego logos, que é o de “contar”, na dupla acepção de “somar” e de “narrar”. No entanto, uma palavra não se define só pela sua etimologia, tal como um filho não se explica só pelo pai. A rede conceitual abrangida por toda a família da palavra que dá origem aleitura contribui para formar uma ideia completa das potencialidades do étimo e do campo semântico envolvido pelo uso desse termo. Não deixa de ser procedente, no caso, que a leitura seja prima, não importa agora o grau, mas prima de eleger e coligir, de lógos e de lei.Pegando no termo que mais interfere com o nosso campo de trabalho, é oportuno lembrar que logos significava, já para Heráclito, “um princípio subjacente e organizador do universo, relacionado com o significado comum de logos como proporção”, e demonstrando que a Grécia estava preparada para receber o Evangelho segundo São João, com a doutrina do verbo seminal. Na verdade, o ato da leitura visa reunir, de uma forma organizada, pelo menos alguns dos elementos do universo textual, elegendo uma proporção, uma “regra de ouro”, que os relacione produtivamente. Para o fazer, a leituraprecisa daquilo a que a hermenêutica chama de maneira geral “interpretar”, confundindo-se muitas vezes o termo com o de “compreender”, ou o de “explicar”. A interpretação não pressupõe, se respeitarmos a História da palavra, apenas dar um sentido à totalidade das partes, mas dar-lhe “o verdadeiro sentido”, sendo na frase tão importante o adjetivo quanto o artigo definido, que sugere uma segunda adjetivação (a de “único”).A procura do “verdadeiro” e único sentido prende-se com o fato de a palavra significar originalmente “traduzir de uma língua para outra”, ou seja, ser intérprete, o que implicava a traição necessária de optar por um sentido apenas. O que interpreta era, em latim, antes de tradutor, o “agente entre duas partes, intermediário, medianeiro, negociador”. O intérprete literário traduz, por consequência, para uma linguagem não poética, para uma “língua artificial” ou “natural”, ou para um sistema de comunicação (U. Eco), o que é característico do que Lotman chamava de “sistema de simulação secundário”; e fá isso baseado numa negociação para estabelecer um consenso, como o pressuposta por Eco no conceito de interpretante. No entanto, o seu trabalho não se distingue do dos exegetas da Bíblia, pois ambos traduzem um significado oculto ou latente. O mesmo sucede com os intérpretes dos filósofos mais estudados nas Universidades. A tarefa do intérprete não deriva, portanto, do que há de específico na atividade literária, mas de ser ele o tradutor de um sistema de simulação secundária para um sistema “artificial” e autorizado.O verbo interpretar tem, no Dicionário Prático Ilustrado (ed. 1976), um significado quase igual aos anteriores: “explicar o sentido mais ou menos claro de: interpretar uma lei” . Tal significado especializou-se, no século XIX, para o de anotar; no entanto, Fonseca e Roquete nessa mesma altura distinguiam entre as anotações e as interpretações com base na imagem da clarificação: estas procuravam um sentido geral único, aquelas aclarar os significados ou explicá-los parcialmente (“assim que a annotaçãoinstrue, e a interpretação cinge-se a apresentar as razões pró e contra”). As anotações, neste sentido próprio, alicerçam por sua vez as explicações, “que se estendem a facilitar a intelligencia das cousas ao vulgo dos leitores”.A definição contrastiva de explicação por aqueles autores é quase a mesma que, noutros dicionários, encontramos para interpretação. A diferença está em “facilitar a intelligencia das cousas”, expressão que, para designar o trabalho do intérprete, se veria substituída pela fixação de um sentido único, em torno do qual examinam os intérpretes “as razões pró e contra”. As explicações, contrariamente ao que o sentido comum faria supor, dão a perceber ao leitor as entrelinhas que for descobrindo o exegeta, e fazem-no sem a pretensão de fechar o sentido com a rolha do rato do rei da Rússia.Não é por acaso que preferimos, no período anterior, usar a palavra (exegeta) em vez de “hermeneuta” ou “intérprete”. Exegeta vem de um verbo grego que significava explicar, e esse verbo tem como étimo outro que exibia dois sentidos: crer, e olhar como. Isso dá-lhe uma riqueza e uma propriedade maiores. Em parte, a explicação leva aolhar como num dos usos da expressão: ver como funciona a obra de arte literária, uma ou várias. No outro dos usos da expressão (o mais comum), ela é sinônimo de analogiaimagem ou metáfora: dar a ver uma coisa através de uma segunda. A essência do conhecimento – e, portanto, do “ver como funciona” – é imitativa, lembra R. Kearney em A Poética Do Possível, e vinha sendo dito já desde Aristóteles, quando na Poética ele diz que o homem aprende imitando. Conhecer é ver como, ver uma coisa como outra, a partir de outra. A formação das imagens exposta pela neurobiologia nos últimos anos confirma essa ideia, e muito particularmente no que diz respeito aos “sistemas de simulação secundária”, que se fundamentam nas imagens estimuladas por evocação, tanto quanto se servem de “uma língua natural como material”.A observação, que para Karl Popper é o fundamento empírico de uma ciência, consiste na experimentada reconstrução figurativa do objeto observado. A leitura explicativa, tal como a concebemos, é uma observação feita sobre o texto (o objeto observado) visto como, no duplo sentido de como funciona e visto em comparação com outros tipos de discurso ou arte. Essa leitura constitui, não só a componente experimental dos estudos literários críticos e históricos, como também a tarefa principal dos teóricos e, por isso, da leitura teórica. Se a leitura inicial colige os elementos e os anota, ela forma a nossa primeira imagem total do texto, o seu primeiro fantasma no sentido em que Malrieu usa a palavra; ela fixa os limites da nossa primeira compreensão, sobre a qual organizamos ou reunimos os elementos e as anotações. Por sua vez a explicação abre, para os que não estão familiarizados com os problemas da composição poética, algumas das várias perspectivas que permitem perceber melhor o funcionamento de cada passagem do texto. Fá-lo a partir da imagem total que resulta das anotações, mas não esgota o que a partir delas se pode referir.A palavra explicação, vista pelo prisma filológico, é por isso preferível à palavra interpretação. Porque explicar se forma a partir do prefixo ex(prefixo de negação, ou significando o movimento de dentro para fora) e do verbo latino plico, “dobrar, enroscar, enrolar (um manuscrito)”, sendo plícito o enrolado e explícito o desdobrado.Comummente conota-se explicar com a imagem de um texto fechado, que visa dar um sentido único, definitivo, à leitura. Ou seja, usa-se explicar quando se devia dizer interpretar e vice-versa. Com reconhecido rigor filológico, Fonseca e Roquete situam claramente esta diferença na passagem que citamos atrás. A explicação desenrola o manuscrito, ela propõe-se abrir possibilidades, não fica presa de uma leitura única. A palavra tem, portanto, o significado oposto ao que se vulgarizou, em vez de fechamento ela designa desenvolvimento e abertura de perspectivas.”

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Desabafo II

Daí alguém vira pra mim e diz:

– Lula fez o povo gozar TODOS os direitos que lhe eram negados pela classe média;

– O Brasil nunca esteve tão feliz como agora (primeiro governo do Lula);

– O governo Dilma foi o mais próspero para as contas brasileiras;

– O impeachment foi um golpe para derrubar a primeira presidenta do Brasil;

– Temer foi um usurpador;

– A prisão do Lula é ilegal;

– O apartamento do Guarujá não sofreu reforma e não é do Lula;

– Bolsonaro quer armar o Brasil para transformar a sociedade em milícia;

– A Lava-jato persegue Lula e lhe nega direitos constitucionais;

– A vazajato mostra a podridão do judiciário brasileiro.

Bem.

Eu sou capaz de ouvir, ler isso tudo. Sou capaz também de aceitar que isso possa (até) ser verdade. Ainda sou capaz de conviver com quem pensa que tudo isso é a expressão da mais pura, cristalina, irrecorrível e inquestionável verdade. No entanto, não sou capaz de ser obrigado a aceitar tudo isso como a expressão da mais pura, cristalina, irrecorrível e inquestionável verdade. Não sou capaz de aceitar que esse alguém venha me chamar de coxinha, isento, direitista, fascista, alienado e vendido por não aceitar repetir que tudo isso é a expressão da mais pura, cristalina, irrecorrível e inquestionável verdade. Não posso aceitar que amizades – já perdi algumas – sejam desfeitas pela falta de capacidade alheia de aceitar que eu POSSO pensar diferente disso tudo, sem, necessariamente, estar a defender o contrário. As coisas, simplesmente, não são assim…

Horror

PERDÃO RHUAN!

Por Fabrício Carpinejar

O diabo não precisa existir, gente perversa já realiza o seu trabalho.

O homicídio do menino Rhuan, de 9 anos, pela sua mãe, Rosana, 27 anos, na última sexta-feira (31/5), em Samambaia (DF), é de uma violência demoníaca.

A criança acabou morta pela mãe e pela companheira dela para aliviar gastos financeiros. Seu fim significou, de acordo com a alegação absurda das assassinas, um enxugamento doméstico: uma boca a menos para alimentar.

Ele não teve como se defender. Nenhum menino teria como se defender. Como pode se defender alguém com o tamanho dele, com a idade dele, com a inocência dele, com o olhar dele assustado, sem entender o castigo que nunca terminava?

Rhuan devia se perguntar por dentro: o que eu fiz de errado para merecer isso?

É aquele momento em que o gênero humano perde a salvação como um todo.

Elas esfaquearam o pequeno enquanto dormia, esquartejaram e tentaram queimar. O escândalo de fumaça mudou o plano do descarte e as duas o colocaram em sua mochila de escola. Imagine: a sua mochila da aula (proibido de frequentar) tornou-se o seu caixão.

Há mães que não poderiam ter filhos. Ela, muito além, não poderia ter nascido.

O menino unicamente sofreu, unicamente viveu para sofrer. Suas dores gritarão pelas paredes por uma porta durante muito tempo ainda.

Não contou com nenhum motivo para sorrir. Não conhecia sequer o respeito, muito menos passou perto do amor.

Ficou nas mãos de torturadoras que se fingiam de família para receber pensão enquanto os parentes do Acre – pai e avós – cobravam notícias.

Serviu de cobaia para maus-tratos intermitentes e inexplicáveis. Viu o seu pênis ser cortado há cerca de um ano em um procedimento caseiro. Jamais foi levado ao médico. Era forçado a se vestir de menina. Era forçado a deixar os cabelos compridos. Era forçado a manter relações sexuais com a irmã de criação, de 8 anos. Era odiado. Era humilhado. Era escravizado. Estava isolado há meia década, longe de qualquer olhar e apoio para soletrar socorro.

Sua agonia aconteceu rápida demais diante da lentidão da Justiça.

Rhuan é sinônimo de perdão. Rhuan perdão, perdão Rhuan. É o que penso sem parar. É o que peço sem parar.

*Fabrício Carpinejar é um escritor, poeta, cronista e jornalista brasileiro.

Mais dois

Fuga

O leque se abre em aletas simétricas

contra o tortuoso ocaso de Outono.

Os touros,

imagens fugidias acima

e por entre,

contam histórias dissolvidas

em areia e sangue.

O leque não sabe

da mão

que produz o vento de suas aletas.

O leque não sabe

do tecido e das imagens taurinas

ainda dissolvidas

agora,

em imagens voláteis.

O leque não sabe nada

e se abre, pleno

dadivoso e cúmplice

das imagens fugidias que o vento leva.

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Exercício de (in)comunicabilidade

Por que você repete os mesmos chavões?

Por que você defende os mesmos sujeitos?

Por que você acredita nas mesmas ideias?

Por que você assume as mesmas atitudes?

Porque você repete os mesmos chavões.

Porque você defende os mesmos sujeitos.

Porque você acredita nas mesmas ideias.

Porque você assume as mesmas atitudes.

Porque você repete os mesmos chavões!

Porque você defende os mesmos sujeitos!

Porque você acredita nas mesmas ideias!

Porque você assume as mesmas atitudes!

Impertinência(?)

Que eu saiba, Aristóteles não raspava a cabeça à navalha, nem cultivava uma barba grisalha, nem fala com o sotaque um pouco daqui, um pouco dali. Ele não era uma celebridade que viajava de norte a sul, leste a oeste, falando sobre todo e qualquer coisa. Ele falava, e muito, é fato. Das notas que fazia para suas aulas surgiu um livro que é primacial para os estudos literários no/do Ocidente: Arte poética. Da sua cabeça, saíram suas ideias. Não me consta que, a seu tempo, havia oficinas de escrita criativa. Logo, pode-se supor que Aristóteles escrevia e falava sobre o que lhe vinha à cabeça. Tudo era fruto de observação e estudo, é claro. No entanto, não me consta que ele tinha que apresentar revisão bibliográfica do que escrevia, nem defender publicamente, diante de uma banca, o fruto de suas elucubrações. Além disso, também não me consta que tinha que publicar regularmente em revistas indexadas, consideradas, da mesma forma, a seu tempo de qualidade superior, A ou B. Pois é. Ainda assim, leio numa publicação sobre Literatura, uma entrevista em que um professor, do alto de seus quase ou mais de trinta anos de experiência, diz que nos dias que correm, o que mais se procura é a profissionalização da escrita. Ele mantém, numa universidade, um curso de escrita “criativa”. E eu me pergunto: como é que fica o sentido do adjetivo “criativa”? As leituras devem ser determinadas pelo professor, a seleção de trechos e a orientação dos comentários e análises, da mesma forma. Os exercícios, por suposto, devem buscar a inventividade de quem “faz” o curso. No entanto, o espantoso é que tudo isso tem que atender aos parâmetros de um tal de “mercado”. Parecem dois graus de pós-graduação para o sucesso editorial e de “mercado”: o mestrado é a frequência a uma oficina de escrita “criativa”, o doutorado, a premiação – e só serve se for e, primeiro lugar – em qualquer concurso “oficial” que dê “visibilidade” à obra ganhadora. Rios, não tão caudalosos assim, de dinheiro correm aqui e ali e a patuleia continua acreditando que só o que sai desse funil é que presta. Isso é prosa de ressentido? Não! Definitivamente não!” Na Grécia, a Acrópole é sinal de um abalo positivo nas ideias, no comportamento na cultura, a Arte poética acompanha o mesmo caminho. Em pindorama, Brasília e a ponte Rio-Niterói – pra ficar apenas no âmbito do século XX – podem ser exemplos do mesmo impacto. E há ainda quem queira me convencer de que oficina de escrita criativa forma escritores??? Machado de Assis, gago, epilético – até prova em contrário –, filho da classe trabalhadora do Rio de Janeiro finissecular, escreveu o que escreveu depois de fazer uma oficina desta natureza? Não. Não as havia, é óbvio! Ganhou algum prêmio literário para obter projeção nacional e internacional? Não. Não que eu saiba. Guimarães Rosa segue a mesma trilha. O que dizer então de Clarice Lispector??? Todos escreveram como as ideias lhes vinha à mente. Seguiram seus instintos, alimentando-os com sua sensibilidade. Claro que leram outros autores, claro que observaram. No entanto, não se submeteram, que eu saiba, a ditames empresariais de casas editoriais que buscavam o lucro no âmbito mercadológico. Isso é “conversa pra boi dormir”. Calo-me e recolho-me à minha insignificância. É sexta-feira e, por isso mesmo, cubro-me – já que o frio começou a mostrar as suas garras – com o manto da chatice. E feliz, tranquilo, com saúde, aposentado. Feliz. Punto i basta!

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