Sonhos

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Muito barulho. Era de noite. Dentro do Ônibus, difícil abrir a bolsa e pegar a carteira e pegar o dinheiro. O trocador, trocista, diz que prefere nota de grande valor pra poder se desfazer da moeda. Pego a note. Ele diz não e comenta, jocoso, com os demais. Nota sem valor. Modelo velho. Perdeu valor. Pergunto, como, por que, e agora… Nada. Só risos e gritaria, xingamento. O movimento do coletivo e nada. Na rua, a confluência de muitas vias, sem sinalização de pista, sem canteiros, sem divisórias, sem orientação alguma. Trânsito um tanto carregada. Era preciso atravessar para chegar ao hotel, bem em frente. Nada. O barulho, a confusão de carros. O hotel na frente e a confluência das vias. Sacolas e bolsas e malas não. A certeira aberta. O medo de perder o dinheiro. A risada do trocador. A ignorância. Confusão. Iluminação estranha, só no alto dos prédios. Os mesmos prédios, as mesas “esquinas” e a luz só em cima. Uma dificuldade. Umidade. Escuridão. Barulho. Sujeito. Imagens borradas, nada nítido, nada limpo. Tudo barulhento. A repetição das cenas que quase sufoca. Fosse ataque de pânico, talvez um comprimidinho resolvesse, mas não. O barulho. A confusão. A umidade. Repetição.

Clique.

“Alvorada…”

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