LET 877 – 3

A postagem de hoje tem um caráter particular. Ela tem por objetivo fazer com que vocês leiam um texto que, de certa forma, anuncia o passo final da disciplina. Simultaneamente, a postagem também tem por meta fazer com que vocês reflitam, ainda uma vez, sobre os passos já dados, num exercício que abre a oportunidade para vocês ensaiarem a expressão de sua própria opinião. O texto a ser lido é o de um artigo meu, publicado em Santa Maria cujo título é “Recepção literária: um dos espelhamentos da modernidade”. À parte o fato de ser um texto já com certo temo de publicado, ainda vejo sentido nas coisas que nele digo. A possibilidade a ser aberta, a partir da leitura deste artigo é pensar um pouco sobre um conceito comparatista muito instigante, o de “imagologia”. O segundo texto é um artigo de um professor português, Álvaro Manuel Machado”, intitulado “Repensando a Literatura Comparada: imagologia e estudos culturais”.

Da leitura dos dois textos, vocês poderão se colocar algumas questões sobre o “significado” de “fazer” Literatura Comparada e os desdobramentos desse “fazer”. Numa espécie de “aproveitamento”, retomem os poemas que comentamos por último nas aulas e escrevam alguns parágrafos articulando: o teor dos artigos, as suas dúvidas e tudo o mais que fizer sentido a partir da consideração dos dois tópicos essenciais aqui: “imagologia” e “estética da recepção”.

Boa leitura!

Imagologia

PS: Para ler os artigos, cliquem nos links com os nomes dos textos. Abrir-se-á uma página com o link direto do artigo para “baixar”. Esta atividade poderá ser feita em duas etapas: uma amanhã, outra na terça-feira da semana que vem.

11 respostas para “LET 877 – 3”

  1. Com a leitura dos textos “Repensando a Literatura Comparada: Imagologia e Estudos Culturais” e “Recepção literária: Um dos espelhamentos da modernidade” nos faz perceber algumas questões sobre a Literatura Comparada e os seus desdobramentos.
    No texto “Repensando a Literatura Comparada: Imagologia e Estudos Culturais”de Álvaro Manuel Machado, faz uma breve comunicação para nos situar das questões especificas de imagologia; fazendo com que repensássemos a função teórica da Literatura Comparada, que segundo ele torna-se naturalmente inevitável.
    A partir disso o autor começa a falar que os Estudos Culturais veio com a intenção de levantar os problemas teóricos, e tendo como inicio a própria identificação metodológica da Literatura Comparada,a qual implica um reorientação geral dos estudos literários, centrando em contextos históricos-sociais e reexaminando questões de identidade cultural que confunde com os chamados “Estudos Pós –Coloniais”.
    Mas antes de apresentar a questão da imagologia atual, o autor nos fala da Geração de 70, a qual iniciou a formação da distância de autocrítica cultural extrema, que por ora tinha atitude irônica ora dramática perante a cultura europeia em geral e particularmente com a cultural francesa. E para exemplificar disso, Álvaro Manuel Machado cita o texto intitulado “Belphegor”de Adolfo Coelho, o qual ver a Literatura Comparada como método propriamente cientifico de investigação de fontes e influências estrangeiras tomando como base o conceito de originalidade.
    Na seqüência, o autor nos mostra a relação entre a imagologia e Estudos Culturais, tendo definir-los na sua especificidade e na sua interação. Assim, cita que segundo Lawrence Grossberg, os Estudos Culturais “rejeitam a identificação exclusiva da cultura com a alta cultura e argumentam que todas as formas de produção cultural têm ser estudadas em relação com outras práticas culturais e com estruturas sociais e históricas”. E quanto à imagologia, o autor definiu como sendo um campo de investigação da Literatura Comparada que lida como questões de análise predominantemente culturalista do texto e do próprio estatuto social do autor. Por fim o autor nos mostra que o ponto de encontro teoricamente coerente entre os Estudos Culturais e imagologia é o da análise sócio-historica da formação de estereótipos em geral.
    Em sua conclusão, fala que considera que a Literatura Comparada, transpondo a sistematização teórica para o vasto plano da historia das idéias e, genericamente falando, da história da cultura universal, é o domínio de maior liberdade e de maior variedade criadora na abordagem da obra literária.E confirmar mais sua opinião sobre a Literatura Comparada ele termina citando Jean-Marc Moura que diz: “a história de ilusões literárias no exterior , segue-se o caminho anglo-saxão de “Estudos Culturais” ou crítica pós-colonial , junta-se o mito de crítica ou estudos de recepção ou mesmo as costas para a teoria , fundador do espaço literário é mais importante do que nunca para o comparativo”.
    Já o texto intitulado “Recepção literária: Um dos Espelhamentos da Modernidade” José Luiz Foureaux Júnior, inicia com uma citação de Michel Schneider que me chamou atenção, a qual diz que “a literatura é sempre de segundo grau,não em relação à vida ou à realidade social de que seria mimesis(imitação) ,mas em relação a ela mesma, e o plágio não é senão um caso particular dessa escritura sempre derivada de uma outra.
    Em seguida , nos fala que a Teoria da Literatura pode ser lida como um texto que se inscreve num espaço desejoso de esclarecimento e de compreensão. Partindo desse sentido aponta quatro disciplinas pilares da modernidade: a teoria, a história, a análise e a critica. E dentre as quatro destaca a teoria da literatura,pois de todas mostra um conjunto de disciplina que se completam, que se interpretam e se questionam entre si.
    A proposta discutida fala que Literatura Comparada é a articulação de mais de uma disciplina cheia de experiências, ousadias e desejo intelectuais voltados para a literatura. Sobre o termo função Wolfgang Iser faz considerações sobre o texto literário em seu artigo “Problemas da teoria da literatura atual” quando fala que “ a função do texto literário se funda portanto nas maneiras de fazer um balanço de um mundo problemático ou por ele problematizado”.
    Regina Zilberman apresenta duas questões cruciais para a Estética da Recepção: a identidade e a história.E com relação à primeira criada pelos estudiosos de Constança, tem a intenção de abranger os trabalhos historiográficos de determinação ou de delineamento do perfil nacional das mais variadas literaturas.Mas a questão da historia é necessário rever os parâmetros de aproximação entre Literatura e História.Assim neste sentido, a recepção literária,enquanto “espelhamento” funda o estatuto da ruptura como base da “tradição”da modernidade.
    A Estética da Recepção é vista como uma nova teoria da literatura, e nas palavras de Regina Zilberman se apresenta como uma teoria em que a investigação muda de foco, ou seja, do texto passa para o leitor.Este leitor é construído pelo contraste, pela polaridade, pela diferença, pela repetição operadas pelo texto.A recepção é vista pelo autor como sendo algo muito mais que um processo semântico; é um processo de experimentação de uma configuração do imaginário projetado na texto.

    • Com a leitura dos textos “Repensando a Literatura Comparada: Imagologia e Estudos Culturais” e “Recepção literária: Um dos espelhamentos da modernidade” nos faz perceber percebemos algumas questões sobre a Literatura Comparada e os seus desdobramentos.
      No O texto “Repensando a Literatura Comparada: Imagologia e Estudos Culturais”, de Álvaro Manuel Machado, faz uma breve comunicação para nos situar das nas questões especificas de imagologia, fazendo com que repensássemos a função teórica da Literatura Comparada que, segundo ele, torna-se naturalmente inevitável.
      A partir disso, o autor começa a falar que os Estudos Culturais veio foram constituídos com a intenção de levantar os problemas teóricos e tendo como início a própria identificação metodológica da Literatura Comparada, a qual implica um reorientação geral dos estudos literários, centrando em contextos históricos-sociais e reexaminando questões de identidade cultural que confunde com os chamados “Estudos Pós –Coloniais”. (Sua argumentação aqui, além de superficial, está confusa. Reveja a redação.)
      Mas antes de apresentar a questão da imagologia atual, o autor nos fala da Geração de 70, a qual iniciou a formação da distância de autocrítica cultural extrema que, por ora, tinha atitude irônica ora dramática perante a cultura europeia em geral e particularmente com a cultural francesa. (Mais uma vez, creio que por conta da redação, o período está confuso e superficial.) E para exemplificar isso, Álvaro Manuel Machado cita o texto intitulado “Belphegor”, de Adolfo Coelho, o qual vê a Literatura Comparada como método propriamente cientifico de investigação de fontes e influências estrangeiras tomando como base o conceito de originalidade. (Por fim, seu raciocínio não se conclui…)
      Na seqüência sequência, o autor nos mostra a relação entre a imagologia e os Estudos Culturais, tendo tentando (Era isso mesmo o que você pensou em escrever aqui?) defini-los na sua especificidade e na sua interação. Assim, cita que, segundo Lawrence Grossberg, os Estudos Culturais “rejeitam a identificação exclusiva da cultura com a alta cultura e argumentam que todas as formas de produção cultural têm ser estudadas em relação com outras práticas culturais e com estruturas sociais e históricas”. E, quanto à imagologia, o autor definiu como sendo um campo de investigação da Literatura Comparada que lida como questões de análise predominantemente culturalista do texto e do próprio estatuto social do autor. Por fim, o autor nos mostra que o ponto de encontro teoricamente coerente entre os Estudos Culturais e imagologia é o da análise sócio-historica da formação de estereótipos em geral.
      Em sua conclusão, fala que considera que a Literatura Comparada, transpondo a sistematização teórica para o vasto plano da historia História das idéias ideias e, genericamente falando, da História da cultura universal, é o domínio de maior liberdade e de maior variedade criadora na abordagem da obra literária. E confirmar mais sua opinião sobre a Literatura Comparada ele termina citando Jean-Marc Moura que diz: “a história de ilusões literárias no exterior , segue-se o caminho anglo-saxão de “Estudos Culturais” ou crítica pós-colonial , junta-se o mito de crítica ou estudos de recepção ou mesmo as costas para a teoria , fundador do espaço literário é mais importante do que nunca para o comparativo”. (Este período está desarticulado e sintaticamente vazio de sentido.)
      Já o texto intitulado “Recepção literária: Um dos Espelhamentos da Modernidade”, de José Luiz Foureaux de Souza Júnior, inicia com uma citação de Michel Schneider que me chamou atenção, a qual diz que “a literatura é sempre de segundo grau, não em relação à vida ou à realidade social de que seria mimesis(imitação), mas em relação a ela mesma, e o plágio não é senão um caso particular dessa escritura sempre derivada de uma outra.”
      Em seguida, nos fala que a Teoria da Literatura pode ser lida como um texto que se inscreve num espaço desejoso de esclarecimento e de compreensão. Partindo desse sentido, aponta quatro disciplinas pilares da modernidade: a teoria, a história, a análise e a crítica. E dentre as quatro destaca a teoria da literatura, pois de todas mostra um conjunto de disciplina que se completam, que se interpretam e se questionam entre si. (Mais uma confusão)
      A proposta discutida fala que Literatura Comparada é a articulação de mais de uma disciplina cheia de experiências, ousadias e desejo intelectuais voltados para a literatura. Sobre o termo função, Wolfgang Iser faz considerações sobre o texto literário em seu artigo “Problemas da teoria da literatura atual”, quando fala que “a função do texto literário se funda portanto nas maneiras de fazer um balanço de um mundo problemático ou por ele problematizado”. (Você “enfiou” o Iser de repente, sem estabelecer nexo argumentativo com relação ao que vinha comentando sobre o meu artigo.)
      Regina Zilberman apresenta duas questões cruciais para a Estética da Recepção: a identidade e a história. E com relação à primeira, criada pelos estudiosos de Constança, tem a intenção de abranger os trabalhos historiográficos de determinação ou de delineamento do perfil nacional das mais variadas literaturas. Mas na questão da História é necessário rever os parâmetros de aproximação entre Literatura e História. Assim, neste sentido, a recepção literária, enquanto “espelhamento” funda o estatuto da ruptura como base da “tradição”da modernidade. (Não etendi. Se for citação direta do meu artigo, perdeu-se aqui o nexo e o sentido se foi…)
      A Estética da Recepção é vista como uma nova teoria da literatura e, nas palavras de Regina Zilberman, se apresenta como uma teoria em que a investigação muda de foco, ou seja, do texto passa para o leitor. Este leitor é construído pelo contraste, pela polaridade, pela diferença, pela repetição operadas pelo texto. A recepção é vista pelo autor como sendo algo muito mais que um processo semântico; é um processo de experimentação de uma configuração do imaginário projetado na texto. (Mais uma confusão…)

    • Com a leitura dos textos “Repensando a Literatura Comparada: Imagologia e Estudos Culturais” e “Recepção literária: Um dos espelhamentos da modernidade” nos faz perceber percebemos algumas questões sobre a Literatura Comparada e os seus desdobramentos. No O texto “Repensando a Literatura Comparada: Imagologia e Estudos Culturais”, de Álvaro Manuel Machado, faz uma breve comunicação para nos situar das nas questões especificas de imagologia, fazendo com que repensássemos a função teórica da Literatura Comparada que, segundo ele, torna-se naturalmente inevitável. A partir disso, o autor começa a falar que os Estudos Culturais veio foram constituídos com a intenção de levantar os problemas teóricos e tendo como início a própria identificação metodológica da Literatura Comparada, a qual implica um reorientação geral dos estudos literários, centrando em contextos históricos-sociais e reexaminando questões de identidade cultural que confunde com os chamados “Estudos Pós –Coloniais”. (Sua argumentação aqui, além de superficial, está confusa. Reveja a redação.) Mas antes de apresentar a questão da imagologia atual, o autor nos fala da Geração de 70, a qual iniciou a formação da distância de autocrítica cultural extrema que, por ora, tinha atitude irônica ora dramática perante a cultura europeia em geral e particularmente com a cultural francesa. (Mais uma vez, creio que por conta da redação, o período está confuso e superficial.) E para exemplificar isso, Álvaro Manuel Machado cita o texto intitulado “Belphegor”, de Adolfo Coelho, o qual vê a Literatura Comparada como método propriamente cientifico de investigação de fontes e influências estrangeiras tomando como base o conceito de originalidade. (Por fim, seu raciocínio não se conclui…) Na seqüência sequência, o autor nos mostra a relação entre a imagologia e os Estudos Culturais, tendo tentando (Era isso mesmo o que você pensou em escrever aqui?) defini-los na sua especificidade e na sua interação. Assim, cita que, segundo Lawrence Grossberg, os Estudos Culturais “rejeitam a identificação exclusiva da cultura com a alta cultura e argumentam que todas as formas de produção cultural têm ser estudadas em relação com outras práticas culturais e com estruturas sociais e históricas”. E, quanto à imagologia, o autor definiu como sendo um campo de investigação da Literatura Comparada que lida como questões de análise predominantemente culturalista do texto e do próprio estatuto social do autor. Por fim, o autor nos mostra que o ponto de encontro teoricamente coerente entre os Estudos Culturais e imagologia é o da análise sócio-histórica da formação de estereótipos em geral. Em sua conclusão, fala que considera que a Literatura Comparada, transpondo a sistematização teórica para o vasto plano da historia História das idéias ideias e, genericamente falando, da História da cultura universal, é o domínio de maior liberdade e de maior variedade criadora na abordagem da obra literária. E confirmar mais sua opinião sobre a Literatura Comparada ele termina citando Jean-Marc Moura que diz: “a história de ilusões literárias no exterior , segue-se o caminho anglo-saxão de “Estudos Culturais” ou crítica pós-colonial , junta-se o mito de crítica ou estudos de recepção ou mesmo as costas para a teoria , fundador do espaço literário é mais importante do que nunca para o comparativo”. (Este período está desarticulado e sintaticamente vazio de sentido.) Já o texto intitulado “Recepção literária: Um dos Espelhamentos da Modernidade”, de José Luiz Foureaux de Souza Júnior, inicia com uma citação de Michel Schneider que me chamou atenção, a qual diz que “a literatura é sempre de segundo grau, não em relação à vida ou à realidade social de que seria mimesis (imitação), mas em relação a ela mesma, e o plágio não é senão um caso particular dessa escritura sempre derivada de uma outra.” Em seguida, nos fala que a Teoria da Literatura pode ser lida como um texto que se inscreve num espaço desejoso de esclarecimento e de compreensão. Partindo desse sentido, aponta quatro disciplinas pilares da modernidade: a teoria, a história, a análise e a crítica. E dentre as quatro destaca a teoria da literatura, pois de todas mostra um conjunto de disciplina que se completam, que se interpretam e se questionam entre si. (Mais uma confusão) A proposta discutida fala que Literatura Comparada é a articulação de mais de uma disciplina cheia de experiências, ousadias e desejo intelectuais voltados para a literatura. Sobre o termo função, Wolfgang Iser faz considerações sobre o texto literário em seu artigo “Problemas da teoria da literatura atual”, quando fala que “a função do texto literário se funda portanto nas maneiras de fazer um balanço de um mundo problemático ou por ele problematizado”. (Você “enfiou” o Iser de repente, sem estabelecer nexo argumentativo com relação ao que vinha comentando sobre o meu artigo.) Regina Zilberman apresenta duas questões cruciais para a Estética da Recepção: a identidade e a história. E com relação à primeira, criada pelos estudiosos de Constança, tem a intenção de abranger os trabalhos historiográficos de determinação ou de delineamento do perfil nacional das mais variadas literaturas. Mas na questão da História é necessário rever os parâmetros de aproximação entre Literatura e História. Assim, neste sentido, a recepção literária, enquanto “espelhamento” funda o estatuto da ruptura como base da “tradição”da modernidade. (Não entendi. Se for citação direta do meu artigo, perdeu-se aqui o nexo e o sentido se foi…) A Estética da Recepção é vista como uma nova teoria da literatura e, nas palavras de Regina Zilberman, se apresenta como uma teoria em que a investigação muda de foco, ou seja, do texto passa para o leitor. Este leitor é construído pelo contraste, pela polaridade, pela diferença, pela repetição operadas pelo texto. A recepção é vista pelo autor como sendo algo muito mais que um processo semântico; é um processo de experimentação de uma configuração do imaginário projetado na texto. (Mais uma confusão…)

  2. No texto de Álvaro Manuel Machado”, intitulado “Repensando a Literatura Comparada: imagologia e estudos culturais” percebemos que encontrar uma simples definição para a Literatura Comparada não é uma tarefa fácil, pois é um estudo que muda de concepção ao longo do tempo e seu significado pode ser confundido com o surgimento da própria literatura e temos que ter em vista que apesar disso o procedimento básico do comparativismo é comparar literaturas , suas idéias ao longo do tempo foram sempre repensadas, e reformuladas criando uma reflexão sobre a metodologia e os saberes aplicados.
    As reformulações presentes ao longo do tempo implicaram em uma reorientação nesses estudos, o que levou a pensar nos contextos nos quais a literatura foi escrita. A problemática imagológica dos textos passou a ser pensada e estuda, pois envolvem questões que não se desprendem do texto quando ele é analisado. Esse campo da Literatura Comparada, a imagologia envolve aspectos questões culturais, do estatuto social do autor e a dimensão mítica de um texto.
    Já no texto “Recepção literária: um dos espelhamentos da modernidade” de José Luiz Foureaux de Souza Júnior nos mostra do campo do comparatismo que é a Estética da Recepção que pode ser entendida como um meio de interpretação textual, procurando romper com o exclusivismo da teoria de produção e representação da estética tradicional, pois considera a Literatura enquanto produção, recepção e comunicação, ou seja, uma relação dinâmica entre autor, obra e leitor. Para tanto a obra literária deve ser analisada de forma cuidadosa, pois esses elementos presentes se conjugam, pois analisar de forma a problematizar e para não perder o sentido real da obra literária.
    Durante as aulas, tivemos a oportunidade de ver as analises de poemas e obras de arte de diferentes tempos e como elas se conjugam. O que é interessante que sobre os pontos de vista dos estudos da Literatura Comparada e seus desdobramentos aqui vistos podemos perceber para que uma análise bem feita deve se levar em conta os vários elementos de uma obra literária, pois deixar algum desses elementos fora é empobrecer e negligenciar esse estudo.

    • No texto de Álvaro Manuel Machado, intitulado “Repensando a Literatura Comparada: imagologia e estudos culturais”, percebemos que encontrar uma simples definição para a Literatura Comparada não é uma tarefa fácil, pois é um estudo que muda de concepção ao longo do tempo e seu significado pode ser confundido com o surgimento da própria literatura e temos que ter em vista que, apesar disso, o procedimento básico do comparativismo é comparar literaturas, suas idéias ideias ao longo do tempo foram sempre repensadas e reformuladas, criando uma reflexão sobre a metodologia e os saberes aplicados. (Que “saberes aplicados” seriam esses?)
      As reformulações presentes ao longo do tempo implicaram em uma reorientação nesses estudos, o que levou a pensar nos contextos nos quais a literatura foi escrita. A problemática imagológica dos textos passou a ser pensada e estudada, pois envolvem questões que não se desprendem do texto quando ele é analisado. Esse campo da Literatura Comparada, a imagologia, envolve aspectos e questões culturais, do estatuto social do autor e a dimensão mítica de um texto.
      Já no o texto “Recepção literária: um dos espelhamentos da modernidade”, de José Luiz Foureaux de Souza Júnior, nos mostra do campo do comparatismo que é a Estética da Recepção que pode ser entendida como um meio de interpretação textual, procurando romper com o exclusivismo da teoria de produção e representação da estética tradicional, pois considera a Literatura enquanto produção, recepção e comunicação, ou seja, uma relação dinâmica entre autor, obra e leitor. (Reveja todo este parágrafo, ele não faz o menor sentido!) Para tanto, a obra literária deve ser analisada de forma cuidadosa, pois esses elementos presentes se conjugam, pois analisar de forma a problematizar e para não perder o sentido real da obra literária. (A repetição da conjunção “pois” quebra o sentido da frase!. reveja a redação.)
      Durante as aulas, tivemos a oportunidade de ver as analises análises de poemas e obras de arte de diferentes tempos e como elas se conjugam. O que é interessante que sobre os pontos de vista dos estudos da Literatura Comparada e seus desdobramentos aqui vistos podemos perceber para que uma análise bem feita deve se levar em conta os vários elementos de uma obra literária, pois deixar algum desses elementos fora é empobrecer e negligenciar esse estudo. (Mais uma vez, a redação prejudica o alcance do sentido do que se quer dizer

    • Comentário: No texto de Álvaro Manuel Machado, intitulado “Repensando a Literatura Comparada: imagologia e estudos culturais”, percebemos que encontrar uma simples definição para a Literatura Comparada não é uma tarefa fácil, pois é um estudo que muda de concepção ao longo do tempo e seu significado pode ser confundido com o surgimento da própria literatura e temos que ter em vista que, apesar disso, o procedimento básico do comparativismo é comparar literaturas, suas idéias ideias ao longo do tempo foram sempre repensadas e reformuladas, criando uma reflexão sobre a metodologia e os saberes aplicados. (Que “saberes aplicados” seriam esses?) As reformulações presentes ao longo do tempo implicaram em uma reorientação nesses estudos, o que levou a pensar nos contextos nos quais a literatura foi escrita. A problemática imagológica dos textos passou a ser pensada e estudada, pois envolvem questões que não se desprendem do texto quando ele é analisado. Esse campo da Literatura Comparada, a imagologia, envolve aspectos e questões culturais, do estatuto social do autor e a dimensão mítica de um texto. Já no o texto “Recepção literária: um dos espelhamentos da modernidade”, de José Luiz Foureaux de Souza Júnior, nos mostra do campo do comparatismo que é a Estética da Recepção que pode ser entendida como um meio de interpretação textual, procurando romper com o exclusivismo da teoria de produção e representação da estética tradicional, pois considera a Literatura enquanto produção, recepção e comunicação, ou seja, uma relação dinâmica entre autor, obra e leitor. (Reveja todo este parágrafo, ele não faz o menor sentido!) Para tanto, a obra literária deve ser analisada de forma cuidadosa, pois esses elementos presentes se conjugam, pois analisar de forma a problematizar e para não perder o sentido real da obra literária. (A repetição da conjunção “pois” quebra o sentido da frase!. reveja a redação.) Durante as aulas, tivemos a oportunidade de ver as analises análises de poemas e obras de arte de diferentes tempos e como elas se conjugam. O que é interessante que sobre os pontos de vista dos estudos da Literatura Comparada e seus desdobramentos aqui vistos podemos perceber para que uma análise bem feita deve se levar em conta os vários elementos de uma obra literária, pois deixar algum desses elementos fora é empobrecer e negligenciar esse estudo. (Mais uma vez, a redação prejudica o alcance do sentido do que se quer dizer…)

  3. Dentro do que seriam os estudos da Literatura Comparada, observamos áreas diversas em que podemos comparar para entender, compreender ou questionar o próprio texto literário. É necessário levarmos em consideração não apenas o autor e sua obra, mas o leitor, aliás, os diversos leitores para uma só obra literária. Dessa forma, observando também que tanto o autor, quanto a obra e seus leitores fazem parte de mundos diferentes, fica-nos claro que é necessário levantar conhecimentos históricos, sociais, culturais de cada um desses elementos que compõem os estudos literários.
    Dessa forma, a Literatura Comparada é uma ramificação dos Estudos Culturais, uma disciplina contida dentro deles, que nos permite vagar por diversas áreas para explorar o seu objeto de estudo central: o texto literário. O autor vive em seu tempo, escreve dentro de sua realidade histórica, cultural e social, e, molda a sua narrativa a fim de construir o seu próprio leitor, o seu leitor ideal. Quanto a obra por si só, ela está sempre se atualizando, sempre se inovando, como diz Schlegel: uma ‘poesia universal progressiva’.
    O leitor interfere constantemente na obra; é no leitor que a obra se completa e se renova. A sua leitura
    “(…) não é um movimento linear, progressivo, diz Terry Eagleton. Nesta linha de raciocínio, é mais que necessário afirmar que não se processa uma acumulação de sentidos. Na medida em que se lê, as especulações iniciais acerca do texto lido estabelecem, geram um quadro suficiente de referências para aquele momento da leitura. A interpretação, momento seguinte, acaba por continuar esta sucessão, bem como pode modificar, em retrospectiva, o entendimento da leitura original, da leitura primeira.” (SOUZA JR., p.03)
    E assim a obra se atualiza constantemente. A primeira leitura realizada carrega ainda um conhecimento de ‘inovação’, onde todas as linhas compõem conhecimentos, indagações e questionamentos novos. Com o decorrer das diversas leituras, o leitor leva para a obra não somente o seu conhecimento de mundo (histórico, cultural e social), como, também, o seu conhecimento adquirido através das leituras da mesma obra.
    Sendo, dessa forma de recepção da obra pelo leitor, a construção de uma nova disciplina presente dentro da disciplina de Literatura Comparada: a Estética da Recepção.
    “A Estética da Recepção seria então uma nova teoria da literatura; nova porque ancorada no interminável manancial da “historicidade da arte”. Este é o elemento decisivo para que se possa desejar – sempre e mais – a compreensão do significado da literatura, no conjunto da vida social.” (SOUZA JR. p.04)
    Como explicitado acima pelo professor da Universidade Federal de Ouro Preto, José Luiz Foureaux de Souza Jr., a Estética da Recepção auxilia a compreensão do que seria literatura, abrangendo o mundo do leitor, o seu conjunto da vida social.
    Observamos até aqui que a Literatura Comparada é uma disciplina que compõe os Estudos Culturais e é ela composta por outras disciplinas, dentre elas a de Estética da Recepção.

    “Ela (Literatura Comparada) implicou a reorientação geral dos estudos literários, centrando-os mais especificamente em contextos histórico-sociais e obrigando os investigadores a reexaminar questões importantes de identidade cultural que se confundem (por vezes, aliás, abusivamente) com os chamados “Estudos Pós-coloniais”. Embora, na verdade, muitos dos domínios de investigação da Literatura Comparada e, em particular, todo o estudo de imagologia, sempre tenham lidado com alguns elementos comuns aos, agora na moda, Estudos Culturais.” (MACHADO, p. 02)
    A Teoria da Literatura, com o surgimento e a valorização da Literatura Comparada, deixou de tomar apenas como base de seus estudos teóricos a estrutura texto literário por si só e abraçou áreas que compõem, também, o teor da obra literária; o autor e o leitor se tornaram peças importantes para que a obra literária pudesse ser vista por um todo.
    A partir, então, de uma disciplina de Literatura Comparada, que envolve diversos conhecimentos de mundo (seja do autor, da própria obra ou do leitor), caímos em uma nova teoria, a Imagologia. Teoria esta que começou a ser desenvolvida em países europeus e que tem como finalidade comparar literaturas entre si ou literatura e culturas, para, assim, tirar desse comparatismo a ‘essência’ de uma obra que sempre estará em constante construção – a partir do momento em que consideramos que a obra se completa no leitor.
    Como destaca o professor da Universidade Nova de Lisboa, Álvaro Manuel Machado:
    “Quanto à imagologia, como eu próprio já tive oportunidade de a definir por diversas vezes, é um campo de investigação da Literatura Comparada que lida também, essencialmente, com questões de análise predominantemente culturalista do texto e do próprio estatuto social do autor, sem esquecer, por outro lado, a sua dimensão mítica. (…)Note-se que se trata duma linguagem simbólica por excelência, até na sua função frequentemente paródica e auto-reflexiva, formulando uma representação do Outro que tem a ver sobretudo com a história das ideias ou das mentalidades, ou mais exactamente: com estereótipos colectivos cujo sentido se enraiza em elementos de antropologia cultural.” (MACHADO, p.05)
    Com tantos levantamentos dos estudos literários, da Teoria Literária e dos Estudos Culturais e suas ramificações e abrangências, observamos que não como excluir o contexto em que tudo se dá. O contexto em que o autor escreve a sua obra, o contexto em que a obra encontra-se por si só e o contexto em que a obra se encontra a partir do momento em que se encontra com os olhos de seu leitor. A Literatura é composta por diversas áreas e o mundo por qual ela circula não deve ser isolado dentro da sua própria teoria.

    Referências:

    SOUZA JR., José Luiz Foureaux de. Recepção Literária: Um dos Espelhamentos da Modernidade. Revista Letras, UFSM.

    MACHADO, Álvaro Manuel. Repensando a Literatura Comparada: Imagologia e Estudos Culturais. IV Congresso Internacional da Associação Portuguesa de Literatura Portuguesa.

    • Dentro do que seriam os estudos da Literatura Comparada, observamos áreas diversas em que podemos comparar para entender, compreender ou questionar o próprio texto literário. É necessário levarmos em consideração não apenas o autor e sua obra, mas o leitor, aliás, os diversos leitores para uma só obra literária. Dessa forma, observando também que tanto o autor, quanto a obra e seus leitores fazem parte de mundos diferentes, fica-nos claro que é necessário levantar conhecimentos históricos, sociais, culturais de cada um desses elementos que compõem os estudos literários.
      Dessa forma, a Literatura Comparada é uma ramificação dos Estudos Culturais, no sentido de que é uma disciplina contida dentro deles, que nos permite vagar por diversas áreas para explorar o seu objeto de estudo central: o texto literário. O autor vive em seu tempo, escreve dentro de sua realidade histórica, cultural e social, e, molda a sua narrativa a fim de construir o seu próprio leitor, o seu leitor ideal. Quanto a obra por si só, ela está sempre se atualizando, sempre se inovando, como diz Schlegel: uma ‘poesia universal progressiva’.
      O leitor interfere constantemente na obra; é no leitor que a obra se completa e se renova. A sua leitura:
      “(…) não é um movimento linear, progressivo, diz Terry Eagleton. Nesta linha de raciocínio, é mais que necessário afirmar que não se processa uma acumulação de sentidos. Na medida em que se lê, as especulações iniciais acerca do texto lido estabelecem, geram um quadro suficiente de referências para aquele momento da leitura. A interpretação, momento seguinte, acaba por continuar esta sucessão, bem como pode modificar, em retrospectiva, o entendimento da leitura original, da leitura primeira.” (SOUZA JR., p.03)
      E assim, a obra se atualiza constantemente. A primeira leitura realizada carrega ainda um conhecimento de ‘inovação’, onde com a qual todas as linhas compõem conhecimentos, indagações e questionamentos novos. Com o decorrer das diversas leituras, o leitor leva para a obra não somente o seu conhecimento de mundo (histórico, cultural e social), como também, o seu conhecimento adquirido através das leituras da mesma obra.
      Sendo, dessa forma de recepção da obra pelo leitor, a construção de uma nova disciplina presente dentro da disciplina de Literatura Comparada: a Estética da Recepção. (Esta frase está mal redigida, o sentido se perde…):
      “A Estética da Recepção seria então uma nova teoria da literatura; nova porque ancorada no interminável manancial da “historicidade da arte”. Este é o elemento decisivo para que se possa desejar – sempre e mais – a compreensão do significado da literatura, no conjunto da vida social.” (SOUZA JR. p.04)
      Como explicitado acima pelo professor da Universidade Federal de Ouro Preto, José Luiz Foureaux de Souza Jr., a Estética da Recepção auxilia a compreensão do que seria literatura, abrangendo o mundo do leitor, o seu conjunto da vida social.
      Observamos, até aqui, que a Literatura Comparada é uma disciplina que compõe os Estudos Culturais e é ela composta por outras disciplinas, dentre elas a de Estética da Recepção:
      “Ela (Literatura Comparada) implicou a reorientação geral dos estudos literários, centrando-os mais especificamente em contextos histórico-sociais e obrigando os investigadores a reexaminar questões importantes de identidade cultural que se confundem (por vezes, aliás, abusivamente) com os chamados “Estudos Pós-coloniais”. Embora, na verdade, muitos dos domínios de investigação da Literatura Comparada e, em particular, todo o estudo de imagologia, sempre tenham lidado com alguns elementos comuns aos, agora na moda, Estudos Culturais.” (MACHADO, p. 02)
      A Teoria da Literatura, com o surgimento e a valorização da Literatura Comparada, deixou de tomar apenas como base de seus estudos teóricos a estrutura texto literário por si só e abraçou áreas que compõem, também, o teor da obra literária; o autor e o leitor se tornaram peças importantes para que a obra literária pudesse ser vista por um todo.
      A partir, então, de uma disciplina de Literatura Comparada (???), que envolve diversos conhecimentos de mundo (seja do autor, da própria obra ou do leitor), caímos em uma nova teoria, a Imagologia. Teoria esta que começou a ser desenvolvida em países europeus e que tem como finalidade comparar literaturas entre si ou literatura e culturas, para, assim, tirar desse comparatismo a ‘essência’ de uma obra que sempre estará em constante construção – a partir do momento em que consideramos que a obra se completa no leitor. Como destaca o professor da Universidade Nova de Lisboa, Álvaro Manuel Machado:
      “Quanto à imagologia, como eu próprio já tive oportunidade de a definir por diversas vezes, é um campo de investigação da Literatura Comparada que lida também, essencialmente, com questões de análise predominantemente culturalista do texto e do próprio estatuto social do autor, sem esquecer, por outro lado, a sua dimensão mítica. (…)Note-se que se trata duma linguagem simbólica por excelência, até na sua função frequentemente paródica e auto-reflexiva, formulando uma representação do Outro que tem a ver sobretudo com a história das ideias ou das mentalidades, ou mais exactamente: com estereótipos colectivos cujo sentido se enraiza em elementos de antropologia cultural.” (MACHADO, p.05)
      Com tantos levantamentos (???) dos estudos literários, da Teoria Literária e dos Estudos Culturais e suas ramificações e abrangências, observamos que não há como excluir o contexto em que tudo se dá. O contexto em que o autor escreve a sua obra, o contexto em que a obra encontra-se por si só e o contexto em que a obra se encontra a partir do momento em que se encontra com os olhos de seu leitor. A Literatura é composta por diversas áreas e o mundo por qual ela circula não deve ser isolado dentro da sua própria teoria.

  4. No “texto de Álvaro Manuel Machado”, intitulado “Repensando a Literatura Comparada: imagologia e estudos culturais” percebe que podemos encontrar uma definição para a Literatura Comparada, embora não este bem claro, porque o campo de estudo é amplo e isso muda muitas coisas nos aspectos teóricos. Com o estudo avançado da literatura veio o comparativismo com objetivo de dar um conceito para a literatura no sentido geral, acabar com os problemas entre textos.

    Enquanto que na Recepção literária: um dos espelhamentos da modernidade de José Luiz Foureaux de Souza Júnior mostra o campo do comparatismo como estética da recepção, também como produção textual, mostrando como autor e leitor se relacionam dentro de um texto, e o que autor espera de um leitor que é uma critica. Então, a partir desse analise, a literatura é uma comunicação é a partir de uma obra literária que podemos construir uma nova ideia.
    Com analise de alguns poemas e textos, percebe que não tem nenhuma obra literária sem citação de outra obra, e também a diferença entre autor e leitor e a comparação de autores de diferentes séculos marcados pela diferença na transição de cultura e costumes.

  5. Fazer literatura comparada significa já não tomar a literatura como fenômeno isolado, mas como fenômeno social, representação cultural, produto de intercâmbio internacional.
    Ao contrário do que se pensa, o comparatismo não surge da percepção vaga de que duas obras possam ser confrontadas. Analogias e semelhanças foram detectadas aos montes muito antes da consolidação da literatura comparada. Esta emerge de uma consciência profunda de que as culturas nacionais não são mônadas, mas que podem ser interpretadas como um continuum de uma única tradição (inicialmente, tomou-se consciência da unidade da tradição europeia). A imagologia, nesse sentido, estabelece e esboça o vínculo necessário entre a literatura e a vida social. Um de seus desdobramentos mais ricos atualmente são os estudos culturais, que buscam dar conta do intercâmbio entre culturas e traz ricas proposições nos estudos das literaturas pós-coloniais.
    O comparatismo, acredito, não deve prescindir de uma leitura cerrada da(s) obra(s) em estudo, mas deve enriquecer e subsidiar as leituras mais atentas. Por exemplo, ao tomarmos o poema ‘Vênus’ de Camilo Pessanha, será feita uma leitura mais profícua se o confrontarmos a outras representações da Vênus. Esse procedimento evidenciará tanta o êxito de Pessanha em retratar a riqueza sensorial produzida pela contemplação da deusa (êxito que obteve também Botticelli) quanto sua ironia aguda em tratar da desagregação da figura feminina.

  6. O texto “Repensando a Literatura Comparada: imagologia e estudos culturais” de Álvaro Manuel Machado” discute as implicações da Literatura Comparada como disciplina e as tentativas de definições da mesma. Tem como surgimento o comparatismo entre textos literários, mas vai muito além disso. Já o texto de José Luiz Foureaux de Souza Jr., “Recepção literária: um dos espelhamentos da modernidade”, a Literatura Comparada vai além da comparação da produção textual; acrescenta-se, também, o campo da estética da recepção, colocando o leitor em uma maior evidencia em sua área de estudo.
    A Literatura Comparada vai além do estudo do texto literário por si só, ela é vista como um fenômeno cultural, social e histórico. Seu processo de escrita e de leitura é extremamente importante para que se possa fazer um estudo conciso sobre uma obra literária. O texto se torna uma mera ferramenta de circulação do conteúdo textual, e é a contextualização a ferramenta primordial para que a análise se forme.
    O leitor se torna essencial para o ‘fechamento’ da obra literária. Qual o leitor que o autor deseja formar? Esse leitor ideal talvez seja ele mesmo e só ele, o autor. Como a obra chega ao leitor? Ela se completa no leitor, é o conteúdo anterior, é a bagagem que o leitor carregada de estudos anteriores, de leituras passadas que o faz completar a obra, tornando-a em eterna atualização.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: