LET 874–5

Sobre Fernando Pessoa…

Difícil, complexo, multifacetado, amplo  e rico… falar de Fernando Pessoa. Um gênio. A postagem de hoje refere-se a ele. Por um lado, Mensagem. Uma espécie de releitura de Os lusíadas, numa chave diferente: a da melancolia. Para além do período entre guerras, Portugal se via diante de um impasse do destino: o império definitivamente perdido e a República que se anunciava confusa, caótica, desequilibrada.  Numa espécie de testamento poético, mesmo tendo sido escrito antes de sua morte, Fernando Pessoa cristaliza os mitos que Camões inaugurara e de que a Literatura Portuguesa tanto se alimentou. E ainda se alimenta.

Por outro lado, o “fenômeno” da heteronímia por mim chamado de “único caso de esquizofrenia que deu certo”. mesmo que o tom seja de “brincadeira” acredito que haja um fundo de verdade em minha blague. Não se trata, de fato, de personagens a quem o poeta dá voz em seus textos, mas de sujeitos outros que têm existência “autônoma” através da pena do mesmo poeta. Muitos poetas num só. Fenômeno também difícil de “entender” e explicar, mas muito fácil de gostar. Deliciar-se é um verbo gratuito quando se lê Fernando Pessoa (ortônimo e heterônimos).

O link http://www.cfh.ufsc.br/~magno/mensagem.htm leva vocês ao texto do poema Mensagem. Escolha um deles, depois de lê-lo e responda: é possível estabelecer uma conexão entre os versos do poema (que você leu) e a História de Portugal, no que diz respeito a um de seus “mitos” fundadores? Justifique sua resposta!

Quanto à heteronímia, deixo que os ecos do poema pessoano ajudem vocês a adentrarem esse “mistério”. Penso que conseguir inserir o hiperlink na palavra “heteronímia”. Clicando nela, espero, voc6es terão acesso a uma carta do próprio Fernando Pessoa explicando a gênese (=formação) dos heterônimos.

Boa leitura!

 

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13 comentários sobre “LET 874–5

  1. É possível sim, criarmos uma conexão entre a história portuguesa e os versos do poema Mensagem. Na primeira parte, podemos destacar o SEGUNDO/ As QUINAS, que traduz e muito, essa sensação, que abrange desde a conquista portuguesa com relação as colônias e a sua própria decadência, algum tempo depois.

    Para melhor entendimento que expus em resposta a pergunta feita, cito um trecho que eu me baseei para dar a resposta colocada no primeiro parágrafo:

    Os Deuses vendem quando dão.
    Comprase a glória com desgraça.
    Ai dos felizes, porque são
    Só o que passa!

    Baste a quem baste o que Ihe basta
    O bastante de Ihe bastar!
    A vida é breve, a alma é vasta:
    Ter é tardar.

    Foi com desgraça e com vileza
    Que Deus ao Cristo definiu:
    Assim o opôs à Natureza
    E Filho o ungiu.

  2. Bem, não sou entendedor do assunto e creio que não posso fazer análises profundas sobre os poemas de Pessoa, mas como a proposta do blog é que exponhamos nossa opinião afim de um debate, aqui vai a minha:
    Acredito que no seguinte trecho do poema Segundo/ O das quinas:
    “Os Deuses vendem quando dão.
    Comprase a glória com desgraça.
    Ai dos felizes, porque são
    Só o que passa!”
    o autor faz referência à mitologia grega, na qual os deuses faziam favores aos mortais, mas esses favores eram sempre cobrados de alguma maneira. Com isso, Pessoa encarna o personagem de Os Lusíadas, o Velho do Restelo, que disse que os homens queriam ser tão fortes quanto os Deuses, saindo pelos mares e desbravando novas terras. Tem-se a tão famosa “Hybris”. Assim, Pessoa crítica as grandes navegações, que no começo eram vistas como a esperança de Portugal, um “presente dos deuses”, mas que, no fim, levou Portugal a decadência econômica e cultural, ou seja, “Os deuses vendem quando dão”, algo do tipo: “tudo tem um preço”.

    Viajei muito? Espero que não.

    1. Bem, não sou entendedor do assunto e creio que não posso fazer análises profundas sobre os poemas de Pessoa (De fato, eu jamais pensei em “cobrar” isso de você!), mas como a proposta do blogue é que exponhamos nossa opinião de um debate (Que pena que, de fato, este jamais tenha tido lugar no blogue, com raríssimas e honrosíssimas exceções), aqui vai a minha:
      Acredito que no seguinte trecho do poema “Segundo/ O das quinas”:
      “Os Deuses vendem quando dão.
      Comprase a glória com desgraça.
      Ai dos felizes, porque são
      Só o que passa!”
      o autor faz referência à mitologia grega, na qual os deuses faziam favores aos mortais, mas esses favores eram sempre cobrados de alguma maneira. Com isso, Pessoa encarna o personagem de Os Lusíadas, o Velho do Restelo, que disse que os homens queriam ser tão fortes quanto os Deuses, saindo pelos mares e desbravando novas terras. Tem-se a tão famosa “Hybris”. (E você vem me dizer que não é capaz de “interpretar”?) Assim, Pessoa crítica as grandes navegações que, no começo, eram vistas como a esperança de Portugal, um “presente dos deuses”, mas que, no fim, levou Portugal à decadência econômica e cultural, ou seja, “Os deuses vendem quando dão”, algo do tipo: “tudo tem um preço”. (Ah… a desmedida… “a vã cobiça”…) (Bom!)

      Viajei muito? (Uma viagem e tanto, da boa, com roteiro e tudo!) Espero que não. (Por que não? Há que soltar as asas da imaginação – pra não dizer a franga – de quando em vez!)

  3. Acredito que seja possível sim, fazer a conexão entre os versos do poema e a história de Portugal. Para fazer a conexão, escolhi o poema:

    PRIMEIRO / ULISSES

    O mytho é o nada que é tudo.
    O mesmo sol que abre os céus
    É um mytho brilhante e mudo —-
    O corpo morto de Deus,
    Vivo e desnudo.

    Este, que aqui aportou,
    Foi por não ser existindo.
    Sem existir nos bastou.
    Por não ter vindo foi vindo
    E nos criou.

    Assim a lenda se escorre
    A entrar na realidade,
    E a fecundá-la decorre.
    Em baixo, a vida, metade
    De nada, morre.

    Pensei em uma evolução de mito à realidade, até se tornar o não mito, o real. Ao longo do poema ele vai deixando de existir e criando Portugal. Como uma borboleta, que é casulo, lagarta e finalmente borboleta. Percebo esse movimento no poema e acredito que dê para se fazer essa leitura no pema de Pessoa.

    1. Acredito que seja possível, sim, fazer a conexão entre os versos do poema e a História de Portugal. Para fazer a conexão, escolhi o poema:

      PRIMEIRO / ULISSES

      O mytho é o nada que é tudo.
      O mesmo sol que abre os céus
      É um mytho brilhante e mudo —-
      O corpo morto de Deus,
      Vivo e desnudo.

      Este, que aqui aportou,
      Foi por não ser existindo.
      Sem existir nos bastou.
      Por não ter vindo foi vindo
      E nos criou.

      Assim a lenda se escorre
      A entrar na realidade,
      E a fecundá-la decorre.
      Em baixo, a vida, metade
      De nada, morre.

      Pensei em uma evolução de mito à realidade, até se tornar o não mito, o real. (Esta perspectiva pode render boas discussões e não é assim tão simples e direta a relação entre mito e realidade…) Ao longo do poema, ele (Quem?) vai deixando de existir e criando Portugal. Como uma borboleta, que é casulo, lagarta e finalmente borboleta. Percebo esse movimento no poema , (Poderia ter explanado sobre esse movimento em vez de apenas afirmar que “o” percebe…) e acredito que dê para se fazer essa leitura no pema de Pessoa. (Se acredita, por que não tentou fazer?)

  4. Há relatos que Portugal surge inscrito a partir de um documento datado do ano de 938. Documento como as “Atas do Concílio”, de Coiança, atesta a formação de uma unidade regional distinta de Galiza. Seria Portugal e não outra! No ano de 1095 entregou o governo do território ocidental, situado entre os rios Minho e Tejo, a D. Henrique, filho do Duque de Borgonha, enquanto a Galiza ficava sob o domínio de D. Raimundo. Por sua vez, D. Henrique de Borgonha procurou, pela diplomacia e também por meio de lutas militares, conquistar a autonomia política do território por ele governado. D. Afonso Henriques era filho de D. Teresa de Leão e de D. Henrique de Borgonha, conhecido em Portugal como Conde D. Henrique.
    No Poema escolhido “Quinto/D. Afonso Henriques”, logo no primeiro verso, podemos destacar exaltação à figura paternal em uma imagem gloriosa. Unindo a essa alegoria do Pai, podemos também inferir a ‘provável coincidência’ religiosa utilizada no catolicismo ao referir à Divindade Celeste. Lembra também os Jesuítas que tiveram grande poder e por isso, um mito perante a igreja. Seguindo essa linha religiosa, a figura do Pai é evocada em todo o poema como exemplo de força, seria alcançada grandeza e justiça, como um Deus. A graça esperada (de expansão e conquista) seria conquistada a todo custo através de lutas, sangues e capturas de escravos. Este poema mais parece uma prece à Divindade Celeste espelhada na figura do Conde D. Henrique.

  5. Sim, é possível criar uma conexão entre os poemas de Fernando Pessoa com a história de Portugal. Fernando Pessoa expressa forte sentimento nacionalista, através de uma volta ao passado, numa tentativa de reerguimento português.
    O reinado do Rei Dom João Segundo, rei de Portugal no período de 1481 a 1495, foi caracterizado por duas ações fundamentais: internamente, consolidou a centralização do poder; externamente, foi o responsável pelo plano de expansão marítima que levaria Portugal ao Oriente. Nesse plano de expansão marítima, o principal ponto era descobrir um caminho que levasse às Índias e a suas especiarias. Várias expedições foram enviadas para o ‘fim do mar’, isto é o extremo sul do Atlântico, em busca dos limites da África. Foi também no governo de D. João II que foi assinado o Tratado de Tordesilhas, em 1494. Os custos da aventura marítima, em vidas e sofrimentos, são tocantemente lembrados num poema de que dois versos, que se tornaram célebres e hoje soam quase como ditado da sabedoria tradicional:
    II – Segunda Parte: Mar Portuguez

    X. MAR PORTUGUÊS
    Ó mar salgado, quanto do teu sal
    São lágrimas de Portugal!
    Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
    Quantos filhos em vão rezaram!
    Quantas noivas ficaram por casar
    Para que fosses nosso, ó mar!
    Valeu a pena? Tudo vale a pena
    Se a alma não é pequena.
    Quem quer passar além do Bojador
    Tem que passar além da dor.
    Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
    Mas nele é que espelhou o céu.

  6. É possível, pois há ,na poesia de Fernando Pessoa, um sentimento semelhante, entretanto melancólico, àquele presente na poesia épica de Camões; em os Lusíadas Portugal é glorificado como um país desbravador e os portugueses são exaltados por sua bravura. São utilizados na Obra de Camões personagens que foram fundamentais na construção desse caráter desbravador de Portugal, como por exemplo, Vasco da Gama, o qual também está presente na poesia de Pessoa como se pode observar no trecho abaixo:
    IX. ASCENSÃO DE VASCO DA GAMA

    Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra
    Suspendem de repente o ódio da sua guerra
    E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus
    Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus,
    Primeiro um movimento e depois um assombro.
    Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro,
    E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões.

    Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta
    Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovôes,
    O céu abrir o abismo à alma do Argonauta.
    Fiz uma leitura que não sei está corrreta, mas creio que no trecho acima também há a exaltação de Vasco da Gama, que ao final do último verso é considerado um argonauta, creio que isso não tenha nada a ver com a questão, mas essa leitura é possível ?
    A melancolia da poesia de Pessoa pode, talvez, ser expressada no trecho abaixo, no qual as conquistas marítimas de Portugal são relembradas com certa tristeza pelo poeta:
    X. MAR PORTUGUÊS

    Ó mar salgado, quanto do teu sal
    São lágrimas de Portugal!
    Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
    Quantos filhos em vão rezaram!
    Quantas noivas ficaram por casar
    Para que fosses nosso, ó mar!

    Valeu a pena? Tudo vale a pena
    Se a alma não é pequena.
    Quem quer passar além do Bojador
    Tem que passar além da dor.
    Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
    Mas nele é que espelhou o céu.

  7. O poema “Primeiro/Ulisses” faz referência aos mitos que envolvem a história portuguesa. De acordo com a leitura do poema, penso que, Ulisses é considerado uma figura importante na criação de Portugal “Sem existir nos bastou/por não ter vindo foi vindo/e nos criou”. Assim, na última estrofe percebe-se que o mito esta tão enraizado na cultura portuguesa que eles passam a ser tomados como verdade e os portugueses os tomam como base para elucidar os seus grandes feitos históricos.

    PRIMEIRO / ULISSES

    O mytho é o nada que é tudo.
    O mesmo sol que abre os céus
    É um mytho brilhante e mudo —-
    O corpo morto de Deus,
    Vivo e desnudo.

    Este, que aqui aportou,
    Foi por não ser existindo.
    Sem existir nos bastou.
    Por não ter vindo foi vindo
    E nos criou.

    Assim a lenda se escorre
    A entrar na realidade,
    E a fecundá-la decorre.
    Em baixo, a vida, metade
    De nada, morre.

  8. Sim, é possível relacionar os poemas de Fernando Pessoa com a história de Portugal. Para justificar minha resposta escolhi o poema:

    II. OS CASTELOS
    PRIMEIRO / ULISSES
    O mytho é o nada que é tudo.
    O mesmo sol que abre os céus
    É um mytho brilhante e mudo —-
    O corpo morto de Deus,
    Vivo e desnudo.
    Este, que aqui aportou,
    Foi por não ser existindo.
    Sem existir nos bastou.
    Por não ter vindo foi vindo
    E nos criou.
    Assim a lenda se escorre
    A entrar na realidade,
    E a fecundá-la decorre.
    Em baixo, a vida, metade
    De nada, morre.

    O poeta utiliza o nome de Ulisses, fundador mítico de Lisboa, pela sua coragem e o instinto guerreiro. Os portugueses, também, se revelam como um povo heróico e guerreiro. O mito é algo que não corresponde à realidade. No poema, a lenda é repetida ao longo do tempo e vai entrando na realidade. A vida sem o mito fica reduzida a metade. A vida morre e o mito permanece. É como se existissem níveis diferentes para o mito e para a realidade.

  9. Com a leitura do poema que se encontra abaixo faço a relação:

    PRIMEIRO / ULISSES
    O mytho é o nada que é tudo.
    O mesmo sol que abre os céus
    É um mytho brilhante e mudo —-
    O corpo morto de Deus,
    Vivo e desnudo.
    Este, que aqui aportou,
    Foi por não ser existindo.
    Sem existir nos bastou.
    Por não ter vindo foi vindo
    E nos criou.
    Assim a lenda se escorre
    A entrar na realidade,
    E a fecundá-la decorre.
    Em baixo, a vida, metade
    De nada, morre.

    Durante a leitura do poema percebe- se como os portugueses se consideram como um povo guerreiro, heroico e o mito não é real. A repetição da lenda e como vai acontecendo esse movimento do mito no poema faz com que se diversifique dando alusão à outros sentidos.

  10. O poema escolhido foi:
    SEGUNDA / D. FERNANDO, INFANTE DE PORTUGAL

    Deu-me Deus o seu gládio, porque eu faça
    A sua santa guerra.
    Sagrou-me seu em honra e em desgraça,
    Às horas em que um frio vento passa
    Por sobre a fria terra.

    Pôs-me as mãos sobre os ombros e doirou-me
    A fronte com o olhar;
    E esta febre de Além, que me consome,
    E este querer grandeza são seu nome
    Dentro em mim a vibrar.

    E eu vou, e a luz do gládio erguido dá
    Em minha face calma.
    Cheio de Deus, não temo o que virá,
    Pois venha o que vier, nunca será
    Maior do que a minha alma.

    Com certeza podemos estabelecer relações dos versos com a história de Portugal. Na primeira estrofe podemos remeter às Cruzadas, quando os portugueses saíram a desbravar o mundo sob a égide da cruz e da espada. O infante se sente escolhido pelo próprio Deus a lutar em Seu nome, e ele sabe, que seja na honra ou na desgraça, é por Deus e com Deus que ele está. Na segunda estrofe, no primeiro verso, Pessoa retoma as crenças do mesmo período, onde Deus se fazia presente em pessoa, na Terra, através da figura do Rei. E o infante se sente confiante, sente como se o próprio Deus tivesse olhado em seus olhos e o tivesse escolhido. Na terceira estrofe o infante vai desbravar as novas terras, e ele se sente cheio de Deus. O infante está disposto a morrer por Portugal, pois acredita que esta é a vontade de Deus para a sua vida. Neste poema Pessoa retoma o período das Cruzadas, período em que os homens viviam segundo o teocentrismo, que Deus era o centro de tudo. Época em que a Igreja dominava todo o império, e juntamente com os nobres, detinham o poder de escolher o seu regente, sob a falsa denominação de um nome por Deus.

    1. O poema escolhido foi:
      SEGUNDA / D. FERNANDO, INFANTE DE PORTUGAL

      Deu-me Deus o seu gládio, porque eu faça
      A sua santa guerra.
      Sagrou-me seu em honra e em desgraça,
      Às horas em que um frio vento passa
      Por sobre a fria terra.

      Pôs-me as mãos sobre os ombros e doirou-me
      A fronte com o olhar;
      E esta febre de Além, que me consome,
      E este querer grandeza são seu nome
      Dentro em mim a vibrar.

      E eu vou, e a luz do gládio erguido dá
      Em minha face calma.
      Cheio de Deus, não temo o que virá,
      Pois venha o que vier, nunca será
      Maior do que a minha alma.

      Com certeza, podemos estabelecer relações dos versos com a História de Portugal. Na primeira estrofe, podemos remeter perceber referência às Cruzadas, quando os portugueses saíram a desbravar o mundo sob a égide da cruz e da espada. O infante se sente escolhido pelo próprio Deus a lutar em Seu nome, e ele sabe que, seja na honra ou na desgraça, é por Deus e com Deus que ele está. Na segunda estrofe, no primeiro verso, Pessoa retoma as crenças do mesmo período, onde quando Deus se fazia presente em pessoa, na Terra, através da figura do Rei. E o infante se sente confiante, sente como se o próprio Deus tivesse olhado em seus olhos e o tivesse escolhido. Na terceira estrofe, o infante vai desbravar as novas terras, e ele se sente cheio de Deus. O infante está disposto a morrer por Portugal, pois acredita que esta é a vontade de Deus para a sua vida. Neste poema, Pessoa retoma o período das Cruzadas, período em que os homens viviam segundo o teocentrismo, que Deus era o centro de tudo. Época em que a Igreja dominava todo o império, e juntamente com os nobres, detinham o poder de escolher o seu regente, sob a falsa denominação de um nome por Deus. (Está bom, mas faltou “concluir”! Mais atenção no uso das vírgulas!)

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